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Reviravolta: excesso de confiança pode ser, sim, sinal de alta habilidade

Rio de Janeiro 23/10/2026 às 15:02
Reviravolta: excesso de confiança pode ser, sim, sinal de alta habilidade
]]> Você já deve ter ouvido falar do efeito Dunning-Kruger, que afirma que quem é confiante demais tende a ser quem menos sabe de determinado assuto. Só que uma nova teoria, publicada no Psychological Review, vira o argumento de ponta cabeça. Pedra na vesícula: os sinais de alerta que você não deve ignorar, de acordo com especialista TDAH pode atrapalhar a ereção? Como o excesso de estímulos afeta o sexo Excesso de gordura pode enfraquecer as conexões cerebrais responsáveis pela memória De acordo com os pesquisadores Chris Dawson, da Universidade de Bath, e David de MEza, da London School of Economics and Political Science, as pessoas mais habilidosas podem ser justamente as que mais se superestimam, e a arrogância e o receio podem ser um par de características que evoluíram para funcionar em conjunto. Eles falam da superconfiança e da aversão à perda, comumente tratados como dois “defeitos” que se anulam, uma vez que um empurra para o risco, e o outro o evita. Para Dawson e Meza, a superconfiança funcionaria como um sinal custoso de competência — errar por excesso de confiança custa menos para quem é mais capaz —, enquanto a aversão à perda, quando oculta, reduz esses erros sem diminuir esse mesmo sinal. Modelo demonstra que excesso de confiança pode sinalizar habilidade real Para provar sua teoria, os pesquisadores construíram um modelo matemático em volta dessas duas características, usando, como base, dados de um estudo anterior, com cerca de 4 mil trabalhadores, que responderam testes de gramática e lógica, estimando quantas questões acertaram. Com o uso do modelo, eles foram capazes de mostrar, matematicamente, que a superconfiança aparece como “equilíbrio separador”: os mais capazes se beneficiam mais de parecer capazes e têm menor “custo” de erro. Em termo simples: quando uma pessoa se mostra confiante, ela envia um “sinal” a outras pessoas sobre quem ela é, só que, claro, confiança exagerada tem um preço: quem se acha melhor do que é toma decisões ruins, aposta alto demais, promete demais, arrisca demais. E isso custa caro. Agora vem o pulo do gato: para quem é realmente bom, esse custo é pequeno. Ele erra às vezes, mas se recupera rápido. Para quem é…
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