← Voltar ao portal
Jovem Rio News

Resgatado após 28 anos em situação análoga à escravidão volta à casa dos patrões no DF: 'Já tô velho, quero ficar aqui'; VÍDEO

Destaques 28/10/2026 às 05:00
Resgatado após 28 anos em situação análoga à escravidão volta à casa dos patrões no DF: 'Já tô velho, quero ficar aqui'; VÍDEO
]]> Resgatado de trabalho análogo à escravidão, caseiro volta à casa onde trabalhava no DF "Não, ainda não. Mas eu vou pedir." Foi a resposta de um caseiro de 56 anos, à TV Globo, quando questionado se tinha carteira assinada. O homem foi resgatado após quase 28 anos em condições análogas à escravidão em uma casa no Lago Norte, em Brasília, Sem ter para onde ir, o homem decidiu voltar à casa onde era mantido em condições degradantes. Segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT), o trabalhador vivia em um espaço improvisado na área de serviço da propriedade. Para fazer serviços de jardinagem e cuidados com animais, ele recebia R$ 200 por semana, não tirava férias e não tinha registro formal do vínculo de emprego. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp. O relatório da assistência social sobre o caso cita a "dependência material" da vítima, e a "dificuldade de construir alternativas de subsistência". A Justiça do Trabalho determinou que a família pague um salário mínimo mensal ao homem, como indenização (veja detalhes abaixo). O MP do Trabalho pede R$ 2 milhões em indenizações por danos morais individuais e coletivos, além do pagamento dos direitos trabalhistas pendentes nos quase 28 anos. Quatro integrantes da família, empresários e donos do imóvel, são réus em uma ação que apura a submissão do trabalhador a condições análogas à escravidão. Nesta terça-feira (27), a TV Globo foi à casa no Lago Norte para tentar ouvir os empregadores. O caseiro estava no local e aceitou conversar com a repórter Marília Marques – a reportagem optou por não identificar o homem. “O que eu faço aqui é só a limpeza. Um pouquinho, um pouco, limpeza. Mas eu não sou escravo aqui, não”, disse. Caseiro é resgatado após 28 anos de trabalho escravo doméstico no DF MPT/Reprodução A equipe também perguntou se ele já havia tirado férias. “Nunca pedi”, respondeu. Em outro momento, ao ser questionado sobre a possibilidade de deixar a residência e ter o próprio dinheiro e férias, ele afirmou que queria continuar no local. "Quero, mas é o que acontece... já tô velho, já. E ficar aqui, quero ficar aqui", disse. Vínculo afetivo e exploração Para a procuradora do Trabalho Lys Cabral…
Este resumo é uma curadoria do Jovem Rio News. A matéria completa pertence à fonte original indicada acima, que deve ser acessada para leitura na íntegra e referência jornalística.
Ler matéria completa na fonte → Página inicial