Redução gradual da CBF no número de estrangeiros gera discussão, mas não alterará a rotina da maioria dos clubes
rio22/09/2026 às 07:00
]]> A redução gradual da utilização do número de jogadores estrangeiros anunciada pela CBF nesta segunda-feira (21) tem gerado discussão O número limite em cada partida, hoje limitada a nove, só chegará a cinco em 2030. A diminuição ocorrerá ano após ano até retornar ao patamar de 2002: oito em 2027; sete em 2028; seis em 2029; e cinco em 2030. Segundo a CBF, depois de analisadas 219 súmulas da Série A, chegou-se à média de 5,4 estrangeiros relacionados por jogo nesta edição. Nessa última rodada, Flamengo, Palmeiras, Grêmio e Internacional foram os que tiveram mais de cinco (sete) jogadores alinhados durante suas partidas. A medida, portanto, não é tão drástica quanto parece. Mas, em análise mais abrangente, pode ser benéfica para o futebol brasileiro. Principalmente, para os clubes formadores - o que não exclui os demais. Hoje, não há limite para a farra dos agentes que ganham nas duas pontas: tanto na venda dos mais talentosos entre 18 e 20 anos de idade; e na contratação de medianos de tudo quanto é parte do mundo. Ou seja: em tese, exigirá movimentos certeiros. Insisto: a redução gradual não mudará o cenário no curto prazo, mas poderá, de imediato, estimular o aproveitamento e o desenvolvimento de bons jogadores, tanto os oriundos das categorias de base, quanto os contratados de clubes de menor expressão. Tenho certa cautela na análise de medidas como essa, mas tendo a considerar a ideia benéfica. Para ajudar na reflexão, fiz aqui um rápido levantamento sobre as normas de algumas da principais competições. ARGENTINA: Máximo de seis estrangeiros por clube. Máximo de cinco por jogo. ITÁLIA: Dois extracomunitários vindos de fora da Itália por temporada. INGLATERRA: Até 17 vagas para não formados no futebol inglês. Pelo menos oito devem ser formados na base inglesa/galesa - independentemente da nacionalidade. ALEMANHA: Sem restrições de estrangeiros. Mas cada clube deve ter no mínimo de 12 jogadores elegíveis para a seleção alemã. E pelo menos oito do elenco precisam ter sido formados localmente. Desses oito locais, pelo menos quatro devem ter sido formados especificamente por clubes da própria associação alemã entre os 15 e 21 anos de idade. ESPANHA: Não há…
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