'Quero transmitir o fim do mundo': radialista de Sorocaba relembra 65 anos de carreira
Destaques07/11/2026 às 11:00
]]> Radialista de Sorocaba relembra os quase 65 anos de carreira Usamos um sinônimo quando queremos evitar a repetição de uma palavra. Para isso, recorremos a outra de mesmo significado ou próximo. Se precisarmos substituir o substantivo “rádio” por algum motivo, não é exagero dizer que podemos trocá-lo pelo nome de José Desidério e a associação estará feita. Neste Dia do Radialista, comemorado em 7 de novembro, o g1 fala da trajetória de José Desidério, profissional de rádio que, aos 83 anos, com quase 65 de carreira e ainda na ativa, fez do meio de comunicação um sentido de vida. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp “Eu almoço rádio, durmo rádio, rezo rádio, o rádio é tudo. É minha vida e razão de ser. E quero transmitir o fim do mundo também. É de rádio? Então, estou aí”, afirma. Nascido em Conchas (SP), Desidério escolheu Sorocaba (SP) para morar, decisão tomada em função da paixão pelo rádio. O município, que era apenas uma parada da viagem que tinha São Paulo como destino final, deu a ele a primeira oportunidade profissional na comunicação em 1962. “Meu pai me deu 6 mil cruzeiros, o que corresponderia hoje a uns R$ 600, para pagar uma pensão. E fui embora para São Paulo, com uma maleta e duas ou três roupas. Quando o trem parou em Sorocaba, desci para dormir na casa do cunhado do meu irmão, que me estimulou a visitar as três rádios da cidade, que ficavam na região central: Vanguarda, Cacique e Clube”. LEIA TAMBÉM Morre o locutor e radialista Eli Martins, voz marcante do rádio no interior de SP Rádios livres em Sorocaba: conheça o movimento que marcou a comunicação alternativa na região Dia Nacional do Rádio: acervo de colecionador ajuda a preservar a memória do veículo no interior de SP Depois de um teste, Desidério acabou contratado pela rádio Vanguarda e, dessa forma, o sonho de infância começou a ser realizado. Ele conta que era alucinado por rádio desde os 6 anos, quando ouvia os narradores de futebol e, depois, os imitava. Com 14 anos e leitor assíduo de “A Gazeta Esportiva”, ele enviou uma carta ao editor-chefe do jornal, Thomaz Mazzoni, com perguntas sobre futebol e que revelavam o interesse do menino pelo esporte e pela…
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