Quem foi Tia Eva? A história da fundadora de quilombo em Campo Grande citada no Enem 2026
Destaques08/11/2026 às 21:18
]]> Eva Maria de Jesus, conhecida como Tia Eva, fundadora de uma comunidade quilombola em Campo Grande MPMS/ David Melo, TV Morena A história de Eva Maria de Jesus, conhecida como Tia Eva, fundadora de uma comunidade quilombola em Campo Grande, foi tema de uma questão do primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026, aplicado neste domingo (8). A pergunta teve como referência uma reportagem publicada pelo g1 MS em 11 de março, que contou a trajetória da mulher negra e a importância do reconhecimento histórico do território. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp A questão, de número 90, abordou o significado do tombamento da comunidade como patrimônio histórico e cultural. Os candidatos deveriam identificar o que esse reconhecimento representa para o país. A alternativa correta apontava a valorização da memória social da resistência negra, destacando a importância de preservar a história de Tia Eva e de seus descendentes. Escravizada ainda na infância, Tia Eva conquistou a liberdade no fim do século XIX. Nascida em Mineiros (GO), mudou-se para a região onde hoje fica Campo Grande acompanhada das três filhas. Em 1905, comprou um terreno e fundou a comunidade que leva seu nome. Neste ano, o território entrou para a história ao se tornar o primeiro quilombo do Brasil tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), por meio de um procedimento específico de reconhecimento e proteção de territórios quilombolas. ⛪ Atualmente, cerca de 250 famílias descendentes vivem na comunidade e preservam a história e as tradições deixadas pela fundadora. Questão da prova Eva Maria de Jesus, conhecida como Tia Eva, foi uma mulher que marcou a história de Campo Grande (MS). Ex-escravizada, ela conquistou a liberdade no fim do século XIX e, em 1905, fundou uma comunidade que se tornaria um dos mais antigos territórios quilombolas urbanos do país. Hoje, o local reúne cerca de 250 famílias descendentes e se tornou o primeiro quilombo do Brasil tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O pedido de tombamento foi feito pela própria comunidade em 2024. Com base na solicitação, o Iphan iniciou um…
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