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Jovem Rio News

Quem é jovem iraniana que foi condenada à morte por blasfêmia

Rio de Janeiro 15/10/2026 às 10:37
Quem é jovem iraniana que foi condenada à morte por blasfêmia
]]> Najmeh Amini engrossou a lista de centenas de iranianos que foram condenados à morte neste ano. A pena se refere a blasfêmia e mais de 12 anos de prisão por acusações relacionadas à segurança nacional e à divulgação de propaganda contra o regime do Irã. Uma fonte próxima à família de Najmeh informou à organização Human Rights Activists in Iran (HRAI), sediada nos EUA, que ela foi condenada à morte sob a acusação de "sab ol-nabi" (insulto ao profeta Maomé). O conteúdo exato de suas publicações não foi divulgado publicamente. Najmeh afirma que publicou os comentários enquanto tinha alucinações após consumir cogumelos alucinógenos com amigos. O advogado dela sustentou que as declarações foram um deslize verbal, mas o juiz rejeitou a tese da defesa. O magistrado questionou por que ela não insultou outras pessoas ou adversários do regime, como os EUA e Israel, se estava nesse estado. A sentença de morte foi proferida em 16 de setembro. A iraniana tem 23 anos e é estudante universitária de Contabilidade. Antes de ser presa, Najmeh residia e estudava em Mashhad, a segunda maior cidade do Irã, localizada no nordeste do país. As atividades online de Najmeh já estavam sendo monitoradas de perto pela Fata (Polícia Cibernética do Irã). Ela pertencia a um grande grupo de jovens acusados de radicalizar as críticas contra o regime islâmico. Em 31 de janeiro de 2026, Najmeh foi presa de forma violenta por forças de segurança ao sair do Shopping Ferdowsi, um dos centros comerciais mais movimentados de Mashhad. Segundo o regime de Teerã, a universitária se envolveu nos protestos antigoverno que varreram o país no início deste ano. As manifestações foram motivadas, inicialmente, pela desvalorização da moeda local e pelo aumento do custo de vida. Milhares de estudantes e jovens aderiram aos atos públicos, que foram reprimidos com grande rigor pelas forças de segurança. Autoridades admitiram oficialmente a morte de 3.117 pessoas, incluindo civis, forças de segurança e manifestantes classificados pelo governo como "terroristas". Organizações de defesa dos direitos humanos falam em ano menos 7.015 mortes, sendo mais de 6.500 manifestantes. Najmeh Amini Reprodução Najmeh está sendo…
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