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Quem é Gadi Eisenkot, principal adversário de Benjamin Netanyahu nas eleições legislativas de Israel

Destaques 27/10/2026 às 10:21
Quem é Gadi Eisenkot, principal adversário de Benjamin Netanyahu nas eleições legislativas de Israel
]]> O candidato Gadi Eisenkot saúda a multidão durante um comício de seu partido, Yashar, às vésperas das eleições legislativas israelenses. Tel Aviv, 25 de outubro de 2026. Ronen Zvulun / Reuters Ele talvez seja o próximo primeiro-ministro de Israel e promete reconciliar um país profundamente dividido. Na noite de domingo (25), Gadi Eisenkot, de 66 anos, reuniu seus apoiadores para um último comício antes do pleito. "Nosso objetivo não é que um lado prevaleça sobre o outro", declarou ele diante de seus apoiadores. "Trabalharemos para reunir novamente todos os israelenses — aqueles que votaram em nós e aqueles que não votaram", prometeu. Israel vai às urnas pela 1ª vez após a guerra em Gaza, em disputa acirrada que definirá o futuro de Netanyahu Eisenkot encerrou a campanha com um discurso centrado na transparência, no fortalecimento das instituições e no senso de responsabilidade do Estado. Em um apelo por alternância de poder, o candidato afirmou que "Netanyahu deve voltar para casa", após as eleições, e declarou a apoiadores que "o espírito da mudança está mais forte do que nunca". Militar de carreira, Eisenkot construiu uma trajetória ascendente dentro das Forças Armadas de Israel. Ele iniciou sua trajetória na Brigada Golani, unidade conhecida por sua atuação no Líbano, onde serviu como soldado antes de percorrer todos os postos da hierarquia militar até chegar ao comando da força. Em 2015, alcançou o topo da carreira ao ser nomeado o 21º chefe do Estado-Maior do Exército israelense, em uma indicação feita justamente por Benjamin Netanyahu, hoje seu principal adversário. Em 2022, Eisenkot ingressou na política ao integrar a aliança de centro liderada por Benny Gantz, seu antecessor no comando das Forças Armadas, e foi eleito deputado para o Knesset, o Parlamento israelense. Após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra em Gaza, ele decidiu se juntar ao governo de Benjamin Netanyahu em nome da unidade nacional. Como ministro sem pasta, passou a integrar o gabinete de guerra e participou das decisões sobre a ofensiva militar em Gaza. Foi durante uma reunião desse grupo que recebeu a notícia da morte de seu filho mais novo, Gal Meir…
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