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Jovem Rio News

Quase todo mundo vira naturalmente para a esquerda ao caminhar, e ainda não fazemos ideia do porquê

Destaques 09/10/2026 às 07:00
Quase todo mundo vira naturalmente para a esquerda ao caminhar, e ainda não fazemos ideia do porquê
]]> Grupo caminhando. Magnific Essa história começou, como tantas outras na história da ciência, com algo que não estávamos procurando. Em 2020, durante a pandemia da COVID-19, estávamos estudando uma questão prática: como as pessoas se movimentam em um espaço fechado quando se pede que mantenham distância umas das outras? Assistindo às imagens repetidas vezes, percebemos algo estranho: quase todos os participantes andavam em círculos que giravam na mesma direção, sempre no sentido anti-horário. Mais estranho ainda, nenhum deles parecia ter percebido que estava fazendo isso. Essa observação nos levou a uma jornada de cinco anos para descobrir por que os seres humanos se comportam dessa maneira. O efeito em si é fácil de descrever. Deixe uma multidão circular dentro de um espaço fechado sem destino específico, e ela lentamente começa a girar, quase sempre para a esquerda. Ninguém dirige esse movimento. Ninguém decide isso. Para um físico, isso parece um exemplo clássico de “comportamento emergente”: um padrão coletivo que surge de inúmeras pequenas interações, seja entre indivíduos, seja entre indivíduos e o ambiente ao seu redor. Essas foram nossas duas hipóteses principais, que tentamos validar isoladamente. VEJA MAIS: Agora no g1 Não era a sala Nossa primeira suspeita girava em torno da interação entre os pedestres e as paredes da sala. Um estudo anterior de neurociência havia constatado que pessoas destras tendem a virar para a esquerda e as canhotas, para a direita — um viés sutil ligado a pequenas diferenças entre as duas metades do cérebro. Como a maioria do nosso grupo original era destra, era razoável supor que o movimento coletivo em espiral não passava da soma das preferências individuais, transformada em um círculo pelas paredes que os cercavam. Para testar isso, elaboramos um novo experimento que começou antes mesmo de a multidão se reunir na arena. Um voluntário por vez caminhava em linha reta em direção a uma parede, e registrávamos para que lado ele virava ao chegar lá. Sabendo a preferência de cada um, pudemos então classificar as pessoas por essa característica e observar o resultado. LEIA TAMBÉM: Caminhada perfeita: existe um número ideal de…
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