Qual o futuro da CLT? Candidatos propõem mudanças e até alternativas ao modelo de carteira assinada
Destaques03/10/2026 às 07:00
]]> Carteira de trabalho digital Marcelo Camargo/Agência Brasil Para milhões de brasileiros, ter um emprego com carteira assinada significava contar com férias remuneradas, 13º salário, licença médica, aposentadoria e uma rede de proteção construída ao longo de décadas. Era um símbolo de estabilidade e segurança. Hoje, há quem veja esse modelo de outra forma. Como mostrou o g1, ter um emprego com carteira assinada virou sinônimo de perrengue para muitos jovens. Para eles, tornou-se o retrato de quem acorda cedo e pega ônibus lotado por um salário mínimo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Esse contraste também aparece, agora, nos programas de governo, nas declarações públicas e nas propostas dos candidatos à Presidência da República. Enquanto alguns defendem a preservação e o fortalecimento da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), marco das relações trabalhistas brasileiras desde 1943, outros propõem criar regimes alternativos de contratação, ampliar a liberdade de negociação entre empresas e trabalhadores ou até substituir o modelo atual. Agora no g1 Em resumo, assim se posicionam os candidatos mais bem colocados nas pesquisas: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defende a manutenção e o fortalecimento dos direitos garantidos pela CLT. Flávio Bolsonaro (PL) considera a CLT incompatível com as transformações ocorridas nas últimas décadas. Augusto Cury (Avante) defende atualizar as regras trabalhistas diante das transformações do mercado. Renan Santos (Missão) afirma que pretende substituir a CLT por um novo marco regulatório e diz desejar um cenário em que a legislação trabalhista "perca totalmente a função". Ronaldo Caiado (PSD) propõe adaptar a legislação às novas formas de trabalho. Romeu Zema (Novo) propõe a criação de um regime alternativo ao atual. 💬 Abaixo, veja as discussões que podem modificar a vida dos trabalhadores e os posicionamentos de cada candidato sobre o tema no fim da reportagem. A CLT precisa mudar? As propostas dos presidenciáveis partem de um ponto em comum: o mercado de trabalho mudou. O crescimento dos aplicativos, do trabalho remoto, da contratação de profissionais como pessoa jurídica (PJ), do microempreendedorismo e…
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