Quais as mudanças no estilo de vida que podem melhorar o colesterol e a saúde do fígado em quem tem obesidade?
Destaques11/10/2026 às 07:00
]]> Quais as mudanças no estilo de vida que podem melhorar o colesterol e a saúde do fígado em quem tem obesidade? Adobe Stock Atividade física regular, alimentação baseada em alimentos menos processados, redução do consumo de açúcar, controle do peso e menor ingestão de bebidas alcoólicas estão entre as principais mudanças no estilo de vida que podem ajudar a melhorar o colesterol e reduzir o acúmulo de gordura no fígado em pessoas com obesidade. E os benefícios não dependem necessariamente de uma grande transformação na balança. Segundo o endocrinologista do Iamspe Evandro Portes, uma perda superior a 5% do peso corporal já pode melhorar tanto os níveis de colesterol quanto a deposição de gordura no fígado. Mesmo reduções menores podem trazer resultados quando acompanhadas da prática regular de atividade física. Pesquisas que analisaram em conjunto dezenas de ensaios clínicos reforçam a importância dessa combinação. Uma revisão sistemática e metanálise com 80 estudos e 4.804 adultos com sobrepeso e obesidade, por exemplo, mostrou que intervenções na alimentação tiveram maior efeito do que o exercício isolado sobre colesterol total e triglicerídeos, enquanto a atividade física apresentou maior efeito sobre o aumento do HDL, conhecido como colesterol "bom". Quando alimentação e exercício foram combinados, os resultados foram mais favoráveis em alguns indicadores: em comparação com o exercício sozinho, houve maior redução de colesterol total, LDL e triglicerídeos; em relação à dieta isolada, a combinação reduziu mais os triglicerídeos e aumentou o HDL. Os pesquisadores ressaltam, porém, que parte dessas diferenças pode estar relacionada à perda de peso. Siga o canal do g1 Bem-Estar no WhatsApp Agora no g1 Um estudo brasileiro publicado em agosto deste ano na revista científica JAMA Network Open também avaliou os efeitos de uma mudança combinada de hábitos. O ensaio clínico, realizado com 200 pacientes com obesidade atendidos no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), testou um programa que reunia orientação nutricional, 150 minutos semanais de exercícios físicos e acompanhamento comportamental. Entre os participantes…
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