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'Pude sair da prisão': Como medida protetiva ajudou mulher a sobreviver a violência doméstica e se dedicar a ajudar outras vítimas em RO

Destaques 27/10/2026 às 20:41
'Pude sair da prisão': Como medida protetiva ajudou mulher a sobreviver a violência doméstica e se dedicar a ajudar outras vítimas em RO
]]> Vítima de violência supera agressões e ajuda outras mulheres em RO Em Rondônia, o 2º estado que mais mata mulheres no Brasil, o ciclo da violência pode terminar em estatística. Mas o que acontece quando uma delas encontra uma saída? Gracileide Damasceno, de 47 anos, sobreviveu a décadas de violência doméstica e, quando decidiu encerrar o relacionamento, sofreu os piores episódios de agressão pelo ex-marido. Por meio de uma medida protetiva concedida pela Justiça de Rondônia há 10 anos, ela conseguiu um passaporte para uma nova história, hoje dedicada ao acolhimento de mulheres que enfrentam situações semelhantes. "O meu medo era de ele sair lá da cadeia e vir me matar ou matar meus filhos. Por meio dessa medida protetiva, eu pude sair do município com segurança e começar do zero", aponta. ➡️ De acordo com dados do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO), mais de 10 mil medidas protetivas de urgência foram solicitadas no estado somente em 2025. Quando Gracileide precisou, foi necessário procurar uma unidade presencialmente. No entanto, atualmente, é possível fazer a solicitação de casa, por meio de um celular ou computador (aprenda, mais abaixo, como solicitar). Leia também - Órfãos do feminicídio: entenda os desafios que as famílias enfrentam além do luto em Rondônia Por causa do relacionamento abusivo, Leide — como prefere ser chamada — conseguiu concluir o ensino médio somente depois da separação. Aos 46 anos, ela realizou o sonho de se tornar assistente social e atualmente é coordenadora do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) de Itapuã do Oeste (RO). No entanto, antes de ocupar a cadeira onde hoje acolhe vítimas, ela precisou atravessar o que define como: 'O fundo do poço' Órfã de pai aos 15 anos e sem estrutura familiar, Gracileide viu no casamento uma promessa de estabilidade. No entanto, o relacionamento se mostrou o oposto. Ao longo dos anos, o marido se mostrava cada vez mais abusivo, controlador, extremamente ciumento e agressivo. Mas essa é a visão que ela tem hoje; à época, tinha pouca consciência sobre a própria situação. Ela chegou a acreditar e afirmar que seu próprio amor "serviria por dois" no relacionamento. "Ele…
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