Público lota a Praça Mauá para ver Projeto Aquarius com Emicida, Leci Brandão e OSB
rio19/09/2026 às 20:15
]]> A Praça Mauá, no Centro do Rio, ficou lotada neste sábado para a volta do Projeto Aquarius, que reuniu um público de diferentes idades e lugares do Rio em torno de um encontro pouco usual: a Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), sob regência do maestro Carlos Prazeres, dividindo o palco com a sambista Leci Brandão e o rapper Emicida. Desde o início da tarde, filas se formavam para a apresentação gratuita, enquanto famílias, idosos, jovens e fãs dos artistas ocupavam a praça à espera de um repertório que mistura música clássica, samba e rap. Para alguns, a atração é a chance de assistir pela primeira vez a uma orquestra sinfônica; para outros, como a diarista Idivana Laureano Lino, de 56 anos, que saiu de São Gonçalo e levou mais de duas horas para chegar, é uma rara oportunidade de ouvir música ao vivo sem precisar pagar ingresso. O público começou a chegar cedo, Por volta das 14h uma fila já estava formada, e a área reservada às pessoas com mais de 60 anos se aproximava da lotação máxima. Depois de semanas de chuva e céu nublado, o sol apareceu no Rio, e os guarda-chuvas deram lugar aos guarda-sóis enquanto uma multidão de idades e origens diversas aguardava o concerto. A partir das 17h, a Praça Mauá estava lotada quando Leci Brandão e Emicida subiram ao palco ao lado da Orquestra Sinfônica Brasileira, na apresentação desta edição do projeto Aquarius. Recebida de pé pelo público, Leci foi acompanhada em coro ao interpretar seus sucessos, em sua primeira apresentação ao lado de uma orquestra. Na mesma noite, Emicida levou ao palco músicas do álbum “AmarElo”, em um encontro que aproximou o samba, o rap e a música de concerto. Entre os espectadores está a diarista Idivana Laureano Lino, de 56 anos. Ela saiu de São Gonçalo ao meio-dia, pegou dois ônibus e levou mais de duas horas para chegar à Praça Mauá. É a terceira vez que ela acompanha um concerto do Aquarius — e, até hoje, foram os únicos concertos que assistiu. Para ela, a possibilidade de ouvir música em um espaço público e gratuitamente faz diferença. — Venho porque é de graça. Se pudesse, veria esse tipo de apresentação regularmente, mas quase sempre são concertos caros no teatro. Não dá. E aqui é bom…
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