Protesto contra MP das bets na camisa gera desconforto a patrocinadora do Flamengo
Rio de Janeiro14/10/2026 às 06:00
]]> Passou batido o fato de a marca Shopee não ter sido estampada na manga da camisa do Flamengo nos jogos contra o Santos, na Vila Belmiro, semana passada, e o Fluminense, no último domingo, no Maracanã. Mas não se espante: na partida de amanhã, diante do Estudiantes, em Buenos Aires, pela Libertadores, o nome da plataforma de comércio eletrônico voltará ao local de sempre. Desde que, é claro, o rubro-negro não estampe no espaço master, antes destinado a uma casa de apostas, a frase “Proibir não é proteger”. Segundo apurei, a frase foi iniciativa da patrocinadora que tem contrato em vigor com o clube. Aliás, foi também “bancada” por ela a faixa de protesto estendida nas arquibancadas do Fla-Flu por uma das organizadas rubro-negras. Oficialmente, a empresa ainda não notificou o Flamengo da quebra do acordo que gera cerca de R$ 300 milhões anuais — R$ 268,5 pela cota master de patrocínio e R$ 30 milhões pela publicidade nas placas de led dos gramados em dias de jogos com o mando. E, como já pagou o valor anual, utiliza o espaço para veicular suas mensagens A ideia inicial era protestar nas duas partidas seguintes ao primeiro turno das eleições. E, como a segunda era o clássico entre clubes parceiros, ambos com contrato em vigor com casas de apostas, não foi difícil convencer os tricolores a aderir ao protesto. Porém, a política interna da Shopee restringe a promoção de apostas em suas transmissões e a manifestação da patrocinadora master do rubro-negro gerou desconforto à plataforma de marketplace que paga R$ 13 milhões por ano para ter sua marca nas mangas. Outros parceiros teriam reclamado, mas não consegui confirmar. A decisão de não estar no uniforme nos jogos em que o Flamengo ceder espaço para protesto contra a MP das bets vem num momento delicado, em que se discute uma possível renovação do contrato que termina em dezembro. A arrecadação do Flamengo em publicidade no meião, no calção e na camisa é avaliada em R$ 470 milhões, e mais da metade vem da cota master. É até possível que, em caso de reforma da MP, este valor seja revisto em 2027. Mas, por ora, o clube não tem como impedir que a principal parceira use o espaço para campanhas. É importante, por tudo…
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