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Projeto transforma ancestralidade e referências periféricas em coleção de moda: 'Não começa nos tropeiros'

Destaques 10/10/2026 às 15:34
Projeto transforma ancestralidade e referências periféricas em coleção de moda: 'Não começa nos tropeiros'
]]> Projeto de Votorantim transforma ancestralidade e referências periféricas em coleção Uma coleção de roupas criada dentro do Assentamento Rosa Luxemburgo, em Votorantim (SP), busca transformar referências da ancestralidade indígena e negra, da cultura periférica e da história da região em peças de moda. O resultado é apresentado ao público neste sábado (10), durante a Mostra Cultural do Terra. O projeto “Terra Rasgada – Moda Ancestral” foi idealizado pela designer de moda e produtora cultural Isabela Couto Espíndola e desenvolvido em parceria com moradores da comunidade e o coletivo Bando Maré de Março, ligado à Escola de Capoeira Angola e Samba de Roda. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp A iniciativa foi construída no próprio território e envolveu oficinas de corte e costura, tingimento natural e expressão corporal. As roupas foram confeccionadas por costureiras que vivem no assentamento e trabalham no ateliê Rosas e Retalhos. A coleção, chamada “Rio que esquece a nascente, seca”, propõe uma leitura contemporânea sobre a história do território antes, durante e depois da colonização. ‘Nossa ancestralidade não começa nos tropeiros’ Projeto de Votorantim transforma ancestralidade e referências periféricas em coleção de moda Divulgação Ao g1, Isabela Espíndola revelou que a ideia do projeto surgiu durante encontros semanais na escola de capoeira. Ela conta que os professores, que já atuavam com cultura, apresentaram a possibilidade de participar de um edital do Programa de Ação Cultural (ProAC). A escolha pelo assentamento ocorreu também pela relação que a designer já tinha com o local. “Ele [o projeto] foi pensado dentro desse território, porque lá é o lugar onde a escola está e onde frequento também. Além disso, acredito que primeiro olhamos para os territórios que estão ao nosso redor”, explica. Para construir a coleção, o projeto buscou referências relacionadas aos povos indígenas que, segundo Isabela, já faziam parte da história da região antes da formação das cidades. “Nossa ancestralidade não começa nos tropeiros. Ela é muito mais antiga. Antes deles, este território já era ocupado por povos indígenas, que construíram suas próprias…
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