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Jovem Rio News

Proibição das bets: apostadores começam a resgatar dinheiro

Rio de Janeiro 02/10/2026 às 10:28
Proibição das bets: apostadores começam a resgatar dinheiro
]]> Com a proximidade do fim do prazo para resgate de recursos em bets, previsto para segunda-feira (dia 5), quem tinha o hábito de jogar já começou a reaver o dinheiro. Para muitos apostadores, porém, o momento é de avaliar alternativas entre novos projetos ou seguir jogando em plataformas alocadas no exterior. Para os que pretendem manter o hábito, a preocupação agora é com os riscos de uma atividade que teve o arcabouço legal derrubado por medida provisória (MP), que ainda precisa ser votada no Congresso Nacional. Ricardo Berassolli, de 45 anos, aposta desde 2010. As bets eram até agora sua principal fonte de renda. O apostador, formado em ciência de dados, diz que, antes da regulamentação, em 2023, não havia clareza sobre como proceder ou a quem recorrer em caso de problemas. Com a entrada em vigor do jogo legal, ele avalia que a atividade se tornou mais segura no país. — Sempre teve uma insegurança sobre onde reclamar os direitos. Estar regulamentado era ótimo porque havia órgãos de proteção — afirma. ‘Voltou a ter risco’ Quando o governo anunciou a medida provisória (MP) que proíbe as bets, Berassolli retirou o saldo na única casa de apostas on-line que usava. Ele relata que a empresa mandou um aviso na sexta-feira passada com a orientação para que os valores fossem sacados e que, após o prazo, o crédito restante seria devolvido. Agora, Berassolli pondera que o consumidor fica mais exposto, especialmente os que são menos familiarizados com o setor. — Voltou a ter um risco elevado de a pessoa fazer um depósito e, na hora de sacar, ter algum problema ou a casa simplesmente desaparecer — avalia o apostador. João Victor Brasil, de 24 anos, morador de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, começou a jogar depois da pandemia, quando estava no segundo ano do ensino médio e pensava em fazer faculdade. Ele trabalhava como auxiliar de serviços gerais no Aeroporto Santos Dumont, com carteira assinada e acordava às 5h para cumprir a jornada. Com o tempo, as apostas viraram sua principal fonte de renda e ele decidiu rever os planos para o futuro: — Perdia um dia inteiro só com o trabalho. Quando comecei a ganhar, em média, o equivalente a um salário mínimo por mês…
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