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Jovem Rio News

Proibição das bets: 23 clubes vão ao STF contra a medida

Rio de Janeiro 09/10/2026 às 10:20
Proibição das bets: 23 clubes vão ao STF contra a medida
]]> Pelo menos 23 clubes entraram com pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para participar da ação que questiona a medida provisória (MP) que proíbe as bets no país. Entre os argumentos, por exemplo, o Flamengo alega que a medida vai gerar uma perda imediata de até R$ 430 milhões no ano que vem. O Botafogo, por sua vez, afirma que a quebra dos patrocínios vai gerar risco ao seu plano de recuperação judicial, e um grupo de cinco clubes, entre eles o São Paulo, alerta para o risco de atrasos salariais e rescisões de contratos de jogadores. Em 25 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a MP que estabeleceu o fim das bets no Brasil, às vésperas do primeiro turno das eleições. Os sites e aplicativos foram oficialmente bloqueados na segunda-feira. Os patrocínios das empresas também foram proibidos O Flamengo foi o primeiro a enviar o pedido ao ministro Luiz Fux, que é relator da ação no Supremo. Argumentos Entre os argumentos apresentados na ação, o clube carioca afirma que “estimou perdas imediatas de receita da ordem de R$ 400 milhões a R$ 430 milhões” para o ano que vem. A defesa do Flamengo argumenta que a medida vai prejudicar não apenas o futebol, mas também os esportes olímpicos. O presidente do time, Luiz Eduardo Baptista, vem se declarando contra a proibição desde o anúncio da medida pelo governo em setembro. Nesta quinta-feira, a equipe entrou em campo contra o Santos com a frase “proibir não é proteger”, no lugar do patrocínio master, da Betano. Frase de protesto A frase de protesto também foi estampada nas placas de publicidade de estádios do Brasileirão nesta semana. No documento encaminhado ao Supremo, o clube também aponta dificuldade para seguir a ordem de remoção dos patrocínios de apostas de sua camisa e das placas de publicidade do Maracanã. “Um patrocínio esportivo não é um anúncio que se retira de sítio eletrônico: é a marca aplicada em uniformes produzidos com meses de antecedência pelo fornecedor de material esportivo, já comercializados e vestidos por milhões de torcedores; é a placa fixada no estádio e o painel de LED programado para a transmissão”, escreve. O Botafogo também enviou um pedido individual ao Supremo. O…
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