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Professora vence o câncer de mama e passa a acolher outras pacientes com a doença: ‘Há vida após o câncer’

Destaques 17/10/2026 às 09:00
Professora vence o câncer de mama e passa a acolher outras pacientes com a doença: ‘Há vida após o câncer’
]]> Fabiana Marcondes, ex-paciente oncológica, durante seu tratamento ao lado de sua filha Arquivo pessoal A descoberta de um câncer de mama aos 35 anos mudou a vida de Fabiana Marcondes e a levou a transformar a própria experiência em apoio a outras mulheres. A história dela ganha destaque em meio à campanha do Outubro Rosa e diante dos números da doença: o Vale do Paraíba registrou 330 mortes por câncer de mama em 2025, o maior número da série histórica do Ministério da Saúde, iniciada em 1996. Atrás das estatísticas que alertam, histórias reais mostram como o tempo é decisivo. Foi a recusa em adiar a investigação de uma dor no seio que permitiu à professora aposentada Fabiana, hoje com 52 anos e moradora de Tremembé, descobrir o tumor a tempo de se curar. Em dezembro de 2009, aos 35 anos e com uma filha de 2 anos e 8 meses, Fabiana passou a sentir um nódulo dolorido na mama esquerda sempre no período pré-menstrual, pouco tempo após encerrar a amamentação. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Na primeira consulta com seu ginecologista, ouviu que a alteração deveria ser "leite empedrado", sob o argumento de que o câncer não provocava dor. “Eu me lembro que eu fiquei, eu insisti muito pra ele, porque eu queria fazer o exame”, contou Fabiana. Agora no g1 Mesmo com um exame de ultrassom inicial sem indicativos de malignidade, ela insistiu na investigação até conseguir o pedido de biópsia. "Quando fui fazer a biópsia, a médica perguntou: 'De qual carocinho a gente vai fazer?'. Eu perguntei: 'Como assim?, e ela respondeu que atrás daquele tinha outro", recordou. Fabiana relembra que a percepção do próprio corpo e a sua insistência foram fundamentais para o diagnóstico, já que tinha apenas 35 anos, estava fora da faixa etária para a mamografia de rotina, havia amamentado e sentia dor no nódulo. Ela ressalta que todos os indícios apontavam que não se tratava de um tumor, mas a situação poderia ter sido muito pior caso não tivesse insistido na investigação. 'Tive o câncer, mas o câncer nunca me teve' Após a cirurgia para retirada de um quadrante da mama esquerda, Fabiana enfrentou sessões de quimioterapia e de radioterapia ao…
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