Professora é condenada a mais de três anos de prisão no MA por chamar aluno negro de 'carvãozinho'
Destaques28/10/2026 às 16:59
]]> Justiça condena professora por injúria racial contra aluno em Bequimão Uma professora da rede estadual de ensino foi condenada a três anos, 11 meses e 19 dias de prisão pelo crime de injúria racial contra um estudante negro, em Bequimão, na Baixada Maranhense. O caso aconteceu no dia 10 de abril de 2025, durante uma aula de Geografia no Centro Educacional Aniceto Cantanhede. A sentença foi proferida pela juíza Patrícia Carvalho Correia, titular da Vara Única de Bequimão. Além da pena de reclusão, a professora foi condenada ao pagamento de 32 dias-multa. A Justiça determinou que a pena seja cumprida inicialmente em regime semiaberto. A professora poderá recorrer da sentença em liberdade, já que permaneceu solta durante toda a tramitação da fase de instrução do processo. O nome da professora não foi divulgado. Por isso, o g1 não conseguiu localizar a defesa dela para solicitar um posicionamento sobre a condenação.Entenda o caso Polícia Civil investiga suposto caso de racismo dentro de escola pública estadual na baixada Maranhense Reprodução/TV Mirante De acordo com a denúncia, a professora chamou o estudante de "carvãozinho" durante uma aula de Geografia. O adolescente era conhecido entre os colegas pelo apelido de "Foguinho". Segundo relatos de estudantes, a professora teria dito "Foguinho não, carvãozinho", em referência ao aluno. Uma colega de turma questionou a expressão e afirmou que a fala era racista. A docente teria respondido, em tom de deboche, que os estudantes poderiam fazer o que quisessem. Durante o processo, a professora negou ter cometido injúria racial, mas reconheceu que chamou o estudante de "carvãozinho". Em sua defesa, alegou que utilizou a expressão no sentido de "combustível", fazendo referência à agitação da turma. Após o episódio, o adolescente relatou ter ficado triste, envergonhado e desanimado. A avó do estudante, que mora na comunidade quilombola de Pontal, registrou um boletim de ocorrência no dia 14 de abril de 2025. Na época, o caso provocou manifestações de estudantes, familiares e moradores da comunidade, que realizaram um protesto em frente à escola cobrando providências. A Secretaria de Estado da Educação do Maranhão (Seduc)…
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