← Voltar ao portal
Jovem Rio News

Primeiro transplante duplo de coração e pulmão dá nova chance a paciente: ‘Devolve a vida’

Destaques 28/09/2026 às 11:09
Primeiro transplante duplo de coração e pulmões é realizado no Rio de Janeiro Aos poucos, Márcia volta a fazer planos que pareciam impossíveis. Depois de passar pelo primeiro transplante duplo de coração e pulmão realizado no Rio de Janeiro, ela sonha em viajar, voltar a estudar e experimentar sensações que nunca teve antes, como correr e sentir o vento no rosto. As declarações foram dadas após meses de recuperação de uma cirurgia considerada de alta complexidade. Nascida com uma cardiopatia congênita, Márcia já havia passado por duas cirurgias ao longo da vida. Apesar dos tratamentos, a doença evoluiu e acabou comprometendo também os pulmões. Com a progressão do quadro, atividades simples do dia a dia passaram a exigir um esforço cada vez maior. “A minha qualidade de vida diminuiu, porque eu comecei a ficar cansada aos mínimos esforços”, contou. Segundo os médicos responsáveis, o caso era especialmente desafiador por envolver complicações pulmonares associadas ao problema cardíaco de origem. A evolução da doença reduziu gradualmente a capacidade funcional da paciente, tornando o transplante a única alternativa viável. “O transplante, no caso dela, era imperativo. Se ela não fizesse, ela teria uma chance muito grande de ir a óbito”, afirmou um dos especialistas envolvidos no tratamento. Rim transplantado de mãe para filha faz história e chega aos 111 anos de idade biológica Cirurgia de 12 horas e meia O transplante cardiopulmonar foi realizado em junho deste ano e durou 12 horas e meia. Em um único procedimento, Márcia recebeu um novo coração e dois pulmões. A operação mobilizou cerca de 20 profissionais. De acordo com a equipe médica, a principal complexidade está na necessidade de sincronizar a retirada dos órgãos comprometidos e o implante do bloco cardiopulmonar do doador. “A grande complexidade do procedimento é que tem que ser sincronizado. A gente tira o bloco cardiopulmonar ao mesmo tempo e, por algumas horas, o paciente fica praticamente sem nenhum órgão vital dentro dessa caixa torácica”, explicou o médico. Quase três meses de recuperação Após a cirurgia, Márcia permaneceu internada por quase três meses em um processo de reabilitação intensiva. A alta…
Este resumo é uma curadoria do Jovem Rio News. A matéria completa pertence à fonte original indicada acima, que deve ser acessada para leitura na íntegra e referência jornalística.
Ler matéria completa na fonte → Página inicial