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Primeiro sinal de rádio de planeta fora do Sistema Solar é detectado após décadas de busca

Destaques 26/09/2026 às 22:23
Primeiro sinal de rádio de planeta fora do Sistema Solar é detectado após décadas de busca
]]> A estrela Beta Pictoris b, fotografada pelo Observatório Europeu do Sul, abriga o gigante gasoso descoberto em 2008 European Southern Observatory/AP Photo/picture alliance Desde o início dos anos 1990, sabemos que há planetas que orbitam estrelas fora do Sistema Solar – os chamados exoplanetas. De lá pra cá, radiotelescópios vasculharam o céu em busca de emissões vindas desses mundos distantes, sem conseguir distinguir a voz de um planeta da de sua estrela. Esse silêncio, enfim, parece ter sido rompido. Uma equipe internacional liderada por Kevin Ortiz Ceballos, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, apresentou o que descreve como a primeira detecção de emissões de rádio atribuídas diretamente a um exoplaneta. Trata-se de Beta Pictoris b (β Pictoris b), um gigante gasoso descoberto em 2008 e localizado a pouco mais de 63 anos-luz da Terra. Um sinal de rádio, não uma mensagem alienígena Antes que a empolgação com um possível contato extraterrestre tome conta, convém esclarecer: não é disso que se trata. O sinal não tem relação com uma civilização tentando se comunicar, mas sim com auroras, o mesmo fenômeno que ilumina os céus polares da Terra e que também gera as rajadas de rádio de Júpiter. Tudo indica que em β Pictoris b acontece algo semelhante, embora sob a influência de um campo magnético extraordinariamente intenso. Ele canalizaria partículas energéticas para as camadas superiores da atmosfera, onde sua interação pode dar origem a emissões aurorais como as detectadas pelos radiotelescópios. Agora no g1 MeerKAT capta radioauroras de outro mundo A descoberta se baseia em observações realizadas pelo conjunto de radiotelescópios MeerKAT, na África do Sul, durante quatro sessões distintas entre 2025 e 2026. Nelas, os astrônomos detectaram uma emissão persistente, além de breves rajadas que se repetiam. Elas apresentavam uma forte polarização circular, ou seja, as ondas de rádio giravam em espiral enquanto se propagavam. Esse padrão é comum em emissões produzidas por auroras e, por isso, indicava que o sinal provavelmente tinha essa origem. Por trás dessas emissões estaria a chamada instabilidade máser de ciclotron de elétrons (ECMI, na sigla em…
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