Primeiro-ministro francês culpa grupos de extrema-esquerda por 'plano insurrecional' nos distúrbios do fim de semana
Destaques20/10/2026 às 13:29
]]> Após caos em protestos, cidades da França decretam toque de recolher O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, acusou nesta terça-feira (20) grupos radicais de extrema esquerda de elaborar um “plano insurrecional” que levou a tumultos violentos no fim de semana, à margem de protestos realizados em todo o país contra o custo de vida. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Durante uma tumultuada sessão do Parlamento, Lecornu condenou “o planejamento, em determinados locais, de um plano insurrecional liderado por grupos de extrema esquerda e setores radicais da esquerda”. Ele acrescentou que as autoridades não tolerariam que esses grupos “marchassem até o Eliseu ou Matignon”, em referência aos escritórios e residências oficiais do presidente e do primeiro-ministro em Paris. No último fim de semana, cerca de 500 mil pessoas tomaram as ruas da França durante protestos que chacoalharam o país. Os atos ganharam força após o início de um simples protesto estudantil, que evoluiu para reivindicações sociais mais amplas e desencadeou uma onda de manifestações pela Europa. ▶️ Contexto: O movimento começou em setembro, quando estudantes bloquearam o acesso a uma escola na região de Paris para exigir mais recursos para a instituição. Logo, alunos de outras escolas aderiram aos protestos, e as manifestações se espalharam pelo país. Os estudantes passaram a reivindicar melhores condições nas salas de aula, mais professores e mais recursos financeiros. Alunos afirmam que estudam em salas superlotadas e reclamam da falta de estrutura básica nos prédios. Além disso, algumas escolas sofrem com a falta de professores. Os atos ocorreram em meio à alta rejeição ao governo do presidente Emmanuel Macron e à proposta de Orçamento para 2027, que prevê o congelamento do salário-base dos funcionários públicos. Nas semanas seguintes, dezenas de escolas foram afetadas pelas manifestações. Professores e outros funcionários públicos também aderiram ao movimento. Entre o fim de setembro e o início de outubro, a França começou a registrar protestos mais violentos. Duas escolas foram incendiadas, e carros e veículos públicos também foram destruídos. Em algumas…
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