]]> O custo da energia elétrica e a retomada da alta dos alimentos pressionaram os preços em setembro. O IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial, subiu 0,7% neste mês, após deflação de 0,4% em agosto, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (dia 25). O resultado veio acima do esperado pelos analistas, que projetavam alta de 0,55% no período, segundo projeções do Valor Data. Em 12 meses, o índice acelerou para 4,47%, ante 4,24% até agosto, e ficou próximo do teto de 4,5% estabelecido para a meta de inflação. O que dizem analistas? A alta dos alimentos, da energia elétrica e dos combustíveis concentrou parte das surpresas dos analistas com o resultado, explica Leonardo Costa, economista do ASA. Itens "in natura" subiram mais que o esperado, e uma queda nos preços da gasolina não se confirmou. Para os próximos meses, a perspectiva é de pressão maior sobre alimentação. O analista afirma que as coletas mais recentes já indicam uma aceleração em relação ao comportamento captado nesta prévia de setembro. — O efeito do El Niño deve começar a aparecer no fim desse ano, isso se já não tiver aparecendo por agora. O balanço para alimentação é uma inflação mais pressionada no final deste ano e início do ano que vem. Apesar da perspectiva de inflação mais pressionada no curto prazo, Costa avalia que o resultado do IPCA-15 não altera sua expectativa de que o Banco Central continue a reduzir a taxa básica de juros nas reuniões de novembro e dezembro. Isso porque parte relevante das surpresas veio de itens mais voláteis, enquanto os núcleos da inflação não avançaram na mesma intensidade, ainda que estejam em patamar próximo ao limite superior da meta de inflação. — O principal risco é o que vai sair dessa eleição e como os ativos vão reagir, se vai haver desvalorização do câmbio e se vai impactar expectativa de inflação. O que pode alterar algum plano de voo do BC é se haverá algum estresse nos ativos, afetando a inflação corrente. Matheus Pizzani, economista do PicPay, também destaca a reversão mais rápida do que o esperado da queda dos alimentos e das passagens aéreas, que praticamente devolveram todo o recuo de agosto. Ele explica que chuvas acima da…
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