Pressionado a cortar gastos, Lula diz que Brasil tem 'seriedade fiscal' e que 'pobre não pagará a conta'
Destaques06/11/2026 às 16:05
]]> O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rebateu nesta sexta-feira (6) cobranças de economistas e do mercado financeiro por cortes de gastos. Ele afirmou que o governo tem responsabilidade social e "seriedade fiscal" e que o povo pobre do país não "pagará a conta" de medidas de ajuste. Lula deu as declarações ao participar de uma reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), no Ministério de Minas e Energia. "Quantos países do mundo têm a seriedade fiscal que temos? Qual a dívida dos Estados Unidos? Da França? Do Japão? Da Itália? Perto da nossa, é o dobro, em relação ao PIB? E, se a gente for analisar a nossa dívida de verdade, ela nem é tudo que aparece", afirmou o petista. Na sequência, Lula cobrou do ministro da Fazenda, Dario Durigan, que apresentasse à imprensa os dados sobre a dívida pública brasileira, destacando como era a situação fiscal do país quando o PT retornou ao poder em 2023. "Para alguém falar que a gente não tem [responsabilidade], precisa dizer como a gente pegou esse governo. Se não disser como encontramos esse governo, as pessoas não têm comparativo", declarou Lula. "A única coisa que eles têm que saber é que o pobre não pagará a conta. A única coisa é que nós não levaremos o povo pobre a nenhum sacrifício[...]. Nós pegamos esse governo com déficit de 2,8% e nós estamos entregando orçamento com superávit. Não é o que o sistema financeiro quer, porque ele quer tudo. É o que a gente pode fazer", acrescentou o petista. Lula diz que fiscalizará entregas de ministros: 'Quem não quiser fazer, cai fora' Agora no g1 Lula tem sido cobrado por especialistas em economia e pelo mercado financeiro a conter despesas obrigatórias, como despesas com Previdência, assistência social, funcionalismo, entre outras. Essa ausência de freio nas despesas alimenta a desconfiança do mercado financeiro quanto à sustentabilidade da dívida pública, o que gera efeitos práticos na economia, como alta do dólar, aumento das expectativas de inflação e manutenção da taxa básica de juros (Selic) em patamares elevados por mais tempo. Sem um sinal claro de disciplina fiscal, o custo do crédito para empresas e famílias sobe, encarece o financiamento da…
Este resumo é uma curadoria do Jovem Rio News. A matéria completa pertence à fonte original indicada acima, que deve ser acessada para leitura na íntegra e referência jornalística.