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Presidente eleito terá obstáculos na economia; juro alto é o principal desafio, entenda

Destaques 04/10/2026 às 03:00
Presidente eleito terá obstáculos na economia; juro alto é o principal desafio, entenda
]]> Miriam Leitão: BC ainda tem juros altos para esfriar economia O presidente eleito em outubro deste ano para governar o país no próximo mandato, de 2027 a 2030, encontrará o país com o desemprego no menor nível da série histórica e a balança comercial siga apresentando resultados positivos. O próximo chefe do Executivo encontrará, porém, um cenário econômico adverso, marcado pela desaceleração da economia em meio a juros elevados, segundo especialistas. A baixa produtividade da economia, a instabilidade internacional, o alto endividamento das famílias e as projeções de inflação acima da meta também deve continuar sendo um obstáculo ao crescimento do país. O g1 conversou com especialistas para entender o que o próximo presidente pode fazer para melhorar o ambiente econômico do país. Para a economista Zeina Latif, sócia-diretora da Gibraltar Consulting e professora do Insper, a evolução da economia passa por uma melhora no cenário político. A economista afirma que será necessário uma "pacificação do país" que permita a criação de uma base aliada no Congresso — o que aumentaria a capacidade de implementação da agenda econômica do futuro ocupante do Palácio do Planalto. "Acho que a primeira coisa, antes de falar diretamente da economia, é o pano de fundo que precisa ser construído na direção de pacificar o país, na direção de criar uma base aliada com participação no governo e, obviamente, como uma forma de também trazer confiança dos agentes econômicos. Esse passo é muito importante", disse. Três setores da economia Divulgação/SEBRAE, Marcos Oliveira/Agência Senado e Governo do Ceará Diminuição dos juros Os especialistas apontam que o principal obstáculo a ser enfrentado pelo futuro presidente na economia é o alto patamar da taxa de juros do país — que tem freado o ritmo de crescimento da economia, impulsionando a inadimplência e o endividamento da população. A taxa básica da economia, que chegou a 15% ao ano, está atualmente em 13,75% ao ano. Ainda assim, está entre as mais altas do mundo, em termos reais. O objetivo do Banco Central ao manter a taxa tão alta é conter as pressões inflacionárias e trazer a inflação para a meta fixada de 3%. Para possibilitar…
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