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Presidente do TSE deixa proposta de restringir canais no WhatsApp para depois das eleições após repercussão negativa

Rio de Janeiro 21/10/2026 às 19:42
Presidente do TSE deixa proposta de restringir canais no WhatsApp para depois das eleições após repercussão negativa
]]> O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, disse nesta quarta-feira que a Corte não irá analisar nesta eleição uma minuta de resolução que prevê a proibição de canais de WhatsApp com conteúdo político com mais de 200 mil usuários a 48 horas da eleição. Confira: Flávio apresenta 19 condições para abrir sigilo após ser desafiado por Lula Quaest: indecisos dobram e chegam a 14% na pesquisa espontânea Após o tema vir a público, com repercussão negativa, Nunes Marques reconheceu que não pautaria a resolução. — A análise deve ficar para as próximas eleições (em 2028). Isso se a composição da época assim decidir. Isso cabe aos futuros membros da Corte — disse Nunes Marques ao GLOBO. Se entrasse em vigor, a vedação atingiria o canal “Exército do Lula”, que ultrapassou os 7 milhões de inscritos na terça-feira, e o canal “Tropa do Flávio”, com 2 milhões de usuários. Nunes Marques argumentou que o assunto não foi discutido com profundidade. — Isso é apenas um esboço — acrescentou. O documento justifica a medida pelo risco de disseminação de conteúdos ilícitos em um momento no qual a Justiça Eleitoral teria dificuldades para garantir uma resposta antes da votação. O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte. "O período compreendido entre as 48 horas antes e as 24 horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva", afirma a minuta. O assunto foi debatido entre ministros em uma reunião informal na terça-feira e, a partir daí, o texto foi elaborado. A interlocutores, o presidente do TSE reforçou sua posição e afirmou que é contra a alteração, não convocou reunião oficial para debater o tema nem vai convocar. O texto da minuta sustenta que canais com grande audiência possuem capacidade de interferir na circulação de propaganda eleitoral de maneira semelhante aos conteúdos impulsionados, que recebem recursos para ampliar seu alcance nas plataformas digitais. "Os canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200.000 seguidores têm potencial de…
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