Presidente defende responsabilidade fiscal e diz que economia precisa estar 'arrumada' para atrair investimentos
Rio de Janeiro06/11/2026 às 10:29
]]> Nesta quinta-feira (dia 5), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a responsabilidade fiscal em seu governo e disse que, para atrair investimentos, a economia do país precisa estar “arrumada”. As declarações ocorreram em reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, horas após ele se reunir com economistas para debater o rumo da economia no país, num momento em que é pressionado por ajuste fiscal. Em sua fala, Lula disse que não quer que o Estado “seja o senhor supremo da exploração, da transformação e da industrialização” e defendeu a necessidade de construir parcerias com outros países para a exploração desses minerais críticos. — Se a gente quiser atrair capital, temos que ter seriedade (...) É por isso que temos que ter responsabilidade jurídica, é por isso que temos que ter responsabilidade fiscal e é por isso que a gente não pode brincar de fazer parcerias. Esse projeto da criação do conselho é um instante de muita seriedade desse país— disse Lula. O petista seguiu, afirmando que há o entendimento que é preciso atrair “pessoas interessadas a vir trabalhar conosco” e defendeu o que chamou de uma “economia arrumada”. —Para a gente atrair, vamos ter que ter uma economia arrumada. Ninguém vai querer fazer investimento numa economia totalmente desordenada. As pessoas querem saber se estamos falando sério e nós precisamos provar ao voto do dia 25 que valeu a pena o povo brasileiro fazer o que fez nas ruas e nas redes— disse Lula. O presidente também afirmou que o “Brasil saiu dessa eleição como exemplo” e que o vitorioso das urnas não foi um partido nem um candidato, mas, sim, o povo brasileiro. Segundo Lula, o povo “acordou para não permitir que esse país caísse num abismo de incertezas”. 'Defesa da dignidade e da soberania' Ele disse que as pessoas que votaram no último dia 25 votaram em “defesa da dignidade e da soberania” do país. O presidente afirmou ainda que o Brasil já teve muitas vezes uma “elite política que tinha comportamento de vira-lata, que se submetia a tudo e a todos sem questionar” e emendou com críticas à privatizações que foram feitas em outros governos, falando que esses governantes “não…
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