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Presidente de Israel escolhe rival de Netanyahu para tentar formar novo governo

Destaques 07/11/2026 às 19:34
Presidente de Israel escolhe rival de Netanyahu para tentar formar novo governo
]]> O líder da oposição israelense e ex-chefe militar, Gadi Eisenkot REUTERS/Amir Cohen O presidente de Israel, Isaac Herzog, escolheu neste sábado (7) Gadi Eisenkot, principal adversário do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, para tentar formar um novo governo. A decisão ocorre após uma eleição sem resultado decisivo, que deixou os dois políticos sem apoio suficiente para assumir o poder. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo o jornal local "Times of Israel", a cerimônia de oficilização deve acontecer no próximo domingo (8), às 17h no horário local (12h no horário de Brasília). Eisenkot recebeu o endosso dos principais partidos árabes-israelenses na última sexta-feira (6). Com seus números somados, a sigla de oposição obteve suporte de 67 deputados no Knesset, o parlamento isaraelense. São necessárias 61 das 120 cadeiras para formar governo. A eleição realizada em 27 de outubro terminou sem que nenhum dos dois principais blocos conquistasse a maioria necessária para governar. O partido Likud, de Netanyahu, foi o mais votado e conquistou 27 cadeiras. Mas a aliança de partidos de direita e religiosos ligada ao premiê ficou com 53 vagas do parlamento. O bloco de oposição ligado a Eisenkot, líder do partido Yashar, obteve 48. Agora no g1 O resultado também marcou o avanço dos partidos que representam a população árabe de Israel. As duas principais forças do grupo conquistaram juntas 19 cadeiras, um recorde. A Lista Conjunta ficou com 11 vagas O partido Ra'am elegeu oito deputados. O crescimento ocorreu em meio a uma participação recorde de eleitores árabes, que representam cerca de 21% da população do país. As duas legendas anunciaram apoio a Eisenkot durante as consultas com o presidente Isaac Herzog. Com isso, o ex-chefe do Estado-Maior passou a contar com o endosso de 67 parlamentares, acima do mínimo necessário para governar. O apoio, porém, não significa que os partidos árabes farão parte de uma eventual coalizão. Eisenkot já afirmou que não pretende incluí-los no governo. LEIA TAMBÉM ANÁLISE: Partidos árabes ganham poder de barganha em Israel Sem apresentar provas, partido de Netanyahu acusa grupos árabes de fraudar eleições…
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