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'Presenciei quase 500 execuções de presos – e nunca vi uma como a de Christa Pike'

Destaques 03/10/2026 às 18:51
'Presenciei quase 500 execuções de presos – e nunca vi uma como a de Christa Pike'
]]> O repórter Michael Graczyk acompanhou quase 500 execuções de presos realizadas no estado americano do Texas. AP via BBC O repórter Michael Graczyk acompanhou quase 500 execuções de presos realizadas no estado americano do Texas e não parou nem depois de se aposentar da agência Associated Press (AP), em 2018. Ele se lembra de dois casos em que as agulhas saíram e precisaram ser reinseridas para que a execução fosse concluída, mas nunca de um caso em que o preso sobreviveu. Foi o que aconteceu nesta semana no Tennessee, quando Christa Pike, de 50 anos, continuou respirando e roncando alto depois de duas doses de pentobarbital, o barbitúrico usado no protocolo de injeção letal do estado. Vídeo mostra Christa Pike, que sobreviveu à injeção letal, durante julgamento em 1996 Graczyk, de 76 anos, diz que não ficou totalmente surpreso ao saber do caso e que, na verdade, já havia pensado nessa possibilidade ao longo de décadas de carreira como jornalista no Texas. "Para mim, era só uma questão de tempo", disse à BBC News. O Tennessee administrou duas doses letais para executar Christa Pike, mas ela sobreviveu. Reuters via BBC Segundo a Associated Press, o protocolo de execução do Tennessee prevê um segundo conjunto de seringas com pentobarbital, caso a pessoa não morra com o primeiro. Mas o protocolo não diz o que fazer se o preso continuar vivo depois disso. O governador Bill Lee suspendeu as execuções no estado após a falha na noite de quarta-feira (30/9) e determinou uma revisão independente dos procedimentos. Neste sábado (3/10), o chefe do sistema prisional do Tennessee foi retirado do cargo após a fracassada execução. As execuções malsucedidas passaram a ser alvo de mais atenção na última década, desde que a escassez dos medicamentos usados levou alguns estados a mudar a fórmula ou a obter as substâncias de fontes mais duvidosas. Alguns chegaram a retomar a execução por fuzilamento como alternativa. Pike está agora em um hospital, onde recebe "cuidados para salvar sua vida", segundo seu advogado. A câmara de execução é vista a partir da área destinada aos observadores na penitenciária estadual do Texas, em Huntsville, onde o repórter Michael Graczyk cobriu…
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