Presa por tortura de ex-marido, Verônica Costa passa por audiência de custódia neste sábado
Rio de Janeiro26/09/2026 às 15:32
]]> A ex-vereadora Verônica Costa, conhecida como Mãe Loira do funk, passa por uma audiência de custódia da tarde deste sábado (26), em Benfica. Ela foi presa na última quinta-feira (24), depois de ser condenada a 10 anos e 8 meses de prisão pela tortura do ex-marido, Márcio Costa. O caso aconteceu em 2011, em uma residência na Zona Sudoeste do Rio. Segundo uma investigação feita pela Polícia Civil, em fevereiro de 2011, quatro pessoas ligadas à funkeira teriam ido até a residência do casal e, por ordem dela, amarrado Márcio no banheiro. Além dela, também foram presos Bruno Chaves Ribeiro, Tatiane Chaves Ribeiro Marques e Bruno Marcelo Bahia Marques. Uma quinta pessoa condenada pelo crime segue foragida. Verônica trocou de defesa após a decisão judicial. A advogada criminalista Maíra Fernandes, que assumiu sua representação, protocolou na última sexta-feira (25) um pedido de revisão criminal no Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), sustentando que a condenação desconsiderou o histórico de violência doméstica relatado pela ex-parlamentar. O que a defesa de Verônica alega O principal argumento da revisão é um boletim de ocorrência registrado por Verônica em 2010. No documento, ela relata ter sido vítima de agressões físicas e psicológicas constantes praticadas pelo então marido, além de ameaças com arma de fogo. Segundo o registro, em um dos episódios ele teria feito uma roleta-russa apontando a arma para a cabeça da vereadora. O boletim também afirma que o homem retirou dinheiro destinado à campanha eleitoral de Verônica, caracterizando, segundo a defesa, um episódio de violência patrimonial. Segundo a advogada, familiares encontraram a ex-vereadora machucada e em estado de desespero e reagiram ao presenciar a situação. A defesa ressalta que não considera a reação física dos parentes uma forma legítima de solucionar o conflito, mas argumenta que o episódio deve ser analisado dentro do contexto de violência e da ausência de proteção estatal existente à época. — É muito diferente olhar para uma mulher que procurou a polícia em 2010 com os instrumentos de proteção que temos em 2026. Hoje, uma mulher que relata agressões, violência patrimonial e ameaças com arma…
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