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Prefeito francês emite decreto proibindo que moradores fiquem doentes

Rio de Janeiro 02/10/2026 às 14:43
Prefeito francês emite decreto proibindo que moradores fiquem doentes
]]> O prefeito de uma pequena comuna em Lot-Et-Garonne, no sudoeste da França, emitiu um decreto um pouco diferente na segunda-feira, dia 28 de setembro: ele proibiu que seus moradores da cidade fiquem doentes. Sete estações de trem e metrô pelo mundo que parecem obras de arte As dez cidades mais caras do mundo para se viver Polícia abre investigação após rabo cortado de gato desaparecido ser encontrado dentro de caixa de correio Joël Hocquelet. ex-médico e atual prefeito socialista da comuna de Marmande, tomou a decisão de forma irônica: ele queria denunciar as dificuldades de acesso à saúde e as suas preocupações com o futuro do hospital da cidade. Em entrevista ao jornal La Dépêche du Midi, o prefeito afirma que o decreto é uma piada, mas “a situação no nosso hospital não é". “Não podemos proibir as pessoas de ficarem doentes. Mas também não podemos aceitar que sejam obrigadas a viajar dezenas de quilômetros para receber tratamento”, afirma Hocquelet. Ele faz referência ao Centro Hospitalar Intermunicipal de Marmande-Tonneints (CHI-MT), que atende cerca de 110 mil pessoas da região de Lot-Et-Garonne. O local enfrenta dificuldades há anos. Em 2026, a Agência Regional de Saúde decidiu colocá-lo sob administração provisória. "Aconselha-se a todos que apresentem os primeiros sintomas de uma doença que tomem as providências necessárias para adiá-la para uma data posterior, sujeita à disponibilidade de atendimento médico no Centro Hospitalar Intermunicipal de Marmande-Tonneins (CHIC-MT)”, diz o decreto. Decreto foi feito de forma irônica Reprodução O hospital corre risco de perder algumas especialistas, reduzindo os serviços de saúde oferecidos pelo hospital: “Se nos tornarmos um hospital local, com redução na oferta de cuidados, não seríamos mais capazes de lidar nem mesmo com emergências reais, não haveria nem laboratório de biologia, ou apenas o mínimo necessário...", denuncia o prefeito. Entre as especialidades que deixariam de ser atendidas, estão cardiologia, gastroenterologia e diabetologia, que seriam transferidos para Agen, que fica a mais de uma hora de distância. “Não quero que o código postal se torne um fator determinante na saúde”, denuncia Hocquelet.
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