Prefeito e vice de Jandira, na Grande SP, são condenados à perda dos cargos por fraude em compra de cestas de Natal
Destaques28/09/2026 às 21:11
]]> O prefeito de Jandira, Henri Hajime Sato (à esquerda), e o vice-prefeito Carlos Eduardo Piteri (à direita).) Reprodução/Facebook O prefeito de Jandira, na Grande São Paulo, Henri Hajime Sato (PSDB), e o vice-prefeito, Carlos Eduardo Piteri (Democrata), foram condenados pela Justiça à perda dos cargos por improbidade administrativa por irregularidades na compra de cestas de Natal para servidores municipais em 2021. Cabe recurso à decisão, e a perda dos cargos só ocorre após trânsito em julgado. A sentença é da juíza Daniela Maria Rosa Nascimento, da 2ª Vara de Jandira, e foi proferida na sexta-feira (25). Ela concluiu que a contratação da empresa Imperium Serviços Eireli, no valor de R$ 627.211,16, foi resultado de um "ajuste prévio" entre os envolvidos, e não de uma competição regular. Segundo o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), houve fraude no Pregão Eletrônico aberto pela prefeitura para a aquisição dos produtos. A Promotoria sustenta que o processo foi direcionado em favor da empresa vencedora (leia mais abaixo). Além do prefeito e do vice, foram condenados Maurício Celestino, dono da empresa contratada, e a própria Imperium Serviços Eireli. Os quatro foram condenados solidariamente a ressarcir R$ 627.211,16 aos cofres públicos, valor que será corrigido e acrescido de juros Agora no g1 Durante a licitação e contratação, Maurício Celestino atuou como empresário, figurando como o titular e administrador da empresa contratada. Poucos dias após o pagamento do contrato à sua empresa, em 17 de janeiro de 2022, ele foi nomeado pelo prefeito para o cargo de confiança de Secretário Municipal de Obras e Serviços Urbanos de Jandira. De acordo com a decisão, Henri Hajime Sato também teve os direitos políticos suspensos por oito anos e foi condenado ao pagamento de multa de R$ 627.211,16. Carlos Eduardo Pitteri recebeu as mesmas sanções, mas terá os direitos políticos suspensos por seis anos. Ambos estão proibidos de contratar com o poder público ou receber determinados benefícios ou incentivos durante, respectivamente, oito e seis anos. Já Maurício Celestino foi condenado à perda da função pública, à suspensão dos direitos políticos por oito anos e à proibição…
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