Por que os candidatos a presidente querem construir mais data centers no Brasil
inicio23/09/2026 às 10:21
]]> Entre Dois Mundos: falhas na IA viram nova disputa entre China e EUA Em 20 de agosto, o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi a Macaíba (RN) anunciar um supercomputador para inteligência artificial, com investimento estimado em R$ 1 bilhão. Em outra frente, o governo também anunciou outra estrutura de computação avançada no Rio de Janeiro, em parceria com empresas chinesas. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os projetos integram uma estratégia para ampliar a capacidade computacional do Brasil, um dos recursos necessários para treinar e operar sistemas de inteligência artificial (IA). Essa agenda de ampliar a infraestrutura para a IA não é exclusividade do petista: aparece também em praticamente todos os planos de governo de presidenciáveis que atingem maior intenção de voto nas pesquisas: Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão). Os candidatos defendem, de alguma forma, incentivos à instalação ou à expansão de data centers, grandes instalações que reúnem servidores para armazenar e processar dados e serviços digitais, incluindo sistemas de IA. Em uma eleição marcada pela polarização, há uma espécie de consenso, ainda que limitado, sobre o tema, entre os principais candidatos. As propostas, no entanto, diferem quanto ao papel do Estado, à atração de empresas estrangeiras, à transferência de tecnologia e às exigências ambientais. Augusto Cury (Avante), que cresceu nas pesquisas e passou a figurar entre os candidatos mais competitivos no fim de agosto, também dedica parte de seu programa à inteligência artificial e à robótica, mas seu plano menciona a IA como uma infraestrutura estratégica de Estado, sem apresentar uma proposta específica para a construção ou expansão de data centers. Especialistas ouvidos pela BBC News Brasil afirmam que a expansão dessa infraestrutura pode ajudar o país a desenvolver capacidade tecnológica, mas não produz automaticamente a chamada "soberania digital". Para eles, os candidatos ainda precisam explicar qual tipo de data center pretendem atrair, quais benefícios serão gerados no Brasil e quem pagará os custos de energia, água e…
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