Por que milhares de empresas estão fechando na Argentina e o que isso revela sobre a economia na era Milei?
Destaques29/09/2026 às 10:27
]]> Presidente argentino Javier Milei em cerimônia que comemorou o 172º aniversário da Bolsa de Valores de Buenos Aires. Mariana Nedelcu / Reuters Durante uma visita a Nova York na semana passada, o presidente argentino Javier Milei afirmou não ver "nenhum problema" com o crescimento econômico do país. Ele fez essa declaração em resposta aos temores de que o país pudesse estar caminhando para uma "recessão técnica", fenômeno que ocorre quando há dois trimestres consecutivos de contração econômica. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O primeiro semestre deste ano foi marcado por altos e baixos que aumentaram a sensação de fragilidade, embora, ao comparar o primeiro semestre com o mesmo período do ano anterior, o Produto Interno Bruto (PIB) tenha continuado a crescer a uma taxa de 2,2%. Apesar da expansão econômica e da drástica redução da inflação, de mais de 211% — quando ele assumiu o cargo — para 33,5%, o custo social das políticas de choque implementadas pelo governo deixou cicatrizes. LEIA TAMBÉM Argentina: pobreza sobe de 28,2% para 32,3% no primeiro semestre de 2026 Inflação cai, fábricas fecham: crise na indústria argentina elimina empregos e aumenta pressão sobre Milei Milei chama ONU de 'inútil' e cita Malvinas como exemplo em discurso na Assembleia Geral Um em cada três argentinos vive na pobreza; o desemprego gira em torno de 8%, enquanto a renda e o poder de compra real da população continuam a ficar aquém da inflação. Uma das maiores preocupações dos argentinos é a precariedade do emprego, que levou muitas pessoas a trabalharem informalmente — sem contratos ou segurança social — e a contraírem dívidas muito além da sua capacidade de pagamento. A inadimplência afeta cerca de um terço daqueles que contraíram empréstimos, e muitos ainda não viram a recuperação econômica prometida por Milei refletida em seus bolsos. Enquanto isso, os salários estão caindo em relação ao custo de vida, os serviços básicos estão mais caros — após cortes nos subsídios — e grande parte da indústria manufatureira local foi afetada pela abertura às importações, que pôs fim a uma longa história de políticas de proteção à indústria nacional. Em meio ao debate…
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