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Por que Maria, mãe de Jesus, é tratada de forma diferente por católicos e evangélicos

Destaques 30/09/2026 às 06:00
Por que Maria, mãe de Jesus, é tratada de forma diferente por católicos e evangélicos
]]> Devoção a Maria, mãe de Jesus, atravessa séculos de história, reunindo fé e esperança Com direito a fake news e gatilhos que evocam grupos religiosos conservadores, a reta final do primeiro turno da campanha para a eleição presidencial trouxe para o centro do debate uma figura religiosa que estaria física e biologicamente ligada ao nascimento do próprio cristianismo. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Trata-se de Maria, aquela mulher que é apresentada pela Bíblia e consolidada pelas tradições cristãs como a mãe humana de Jesus, homem considerado filho de Deus pelos cristãos de todas as denominações. No meio católico, ela também é chamada de Nossa Senhora e recebe diferentes epítetos, conforme causas ou localidades. No Brasil, o Vaticano reconhece como padroeira nacional Nossa Senhora Aparecida. Em maior ou menor grau, protestantes enxergam de forma diferente. Embora eles reconheçam a figura como a mulher que aceitou a missão de gerar o "filho de Deus" — que teria sido confiada por Deus por meio da visita de um anjo, conforme relato bíblico — e que viveu como modelo de fé e submissão divina, não comungam com os católicos a mesma devoção a essa mulher, para os católicos a maior das santas e a grande intermediadora entre a humanidade e Jesus. "A controvérsia parte da reforma protestante quando o ponto era especificamente a invocação de oração a Maria", diz o teólogo e escritor evangélico Gutierres Fernandes Siqueira, membro da Assembleia de Deus e autor de, entre outros, Quem Tem Medo dos Evangélicos? - Religião e Democracia no Brasil de Hoje. A origem do cisma está justamente no movimento histórico conhecido como Reforma Protestante, quando a Igreja Católica perdeu a hegemonia da fé, consolidada ao longo da Idade Média, e o ocidente viu nascerem as primeiras denominações protestantes. O marco incontornável dessa divergência é, portanto, o episódio ocorrido na atual Alemanha em 31 de outubro de 1517, quando o então monge Martinho Lutero (1483-1546) afixou na porta de uma igreja suas 95 teses contra o que ele via como abusos e incoerências do catolicismo. Foi o início do racha. "A divergência apareceu na reforma protestante, mas se…
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