Por que cães grandes envelhecem mais rápido e costumam viver menos que os pequenos?
Destaques09/10/2026 às 05:00
]]> Cães de diferentes portes caminham juntos; estudo investigou por que animais maiores tendem a envelhecer mais rápido e viver menos. Pexels Cães de raças grandes costumam envelhecer mais rápido e viver menos do que os pequenos. Um novo estudo publicado na revista "Science" encontrou uma possível explicação para essa diferença. Pesquisadores analisaram o DNA de 864 cães que fazem parte do "Dog Aging Project", um grande projeto de pesquisa sobre envelhecimento canino, e identificaram mudanças que acontecem com a idade e aparecem de forma mais acentuada nos animais de maior porte. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O foco do trabalho foram trechos do DNA conhecidos como “genes saltadores”, capazes de se copiar e ocupar novas posições no material genético. Esses trechos normalmente ficam sob controle de marcas químicas que ajudam a manter sua atividade regulada. Com o passar do tempo, parte desse controle se perde. Agora no g1 Segundo o estudo, essa perda foi especialmente forte em regiões ligadas a um tipo desses genes, chamado LINE1. Nas raças gigantes, a redução dessas marcas aconteceu, em média, 35% mais rápido por ano do que nas raças pequenas. Os pesquisadores dizem que isso pode ajudar a explicar por que cães maiores envelhecem mais depressa e também têm maior risco de doenças ligadas à idade. “Embora saibamos que os cães de grande porte vivem menos do que os cães menores, ainda não sabemos exatamente por quê”, afirmou ao g1 Noah Snyder-Mackler, autor sênior do estudo e professor da Universidade do Estado do Arizona. "Este estudo apresenta uma possível explicação: alterações relacionadas ao envelhecimento na metilação do DNA, um processo químico que regula a atividade dos genes, ocorrem mais rapidamente no sistema imunológico desses animais". Os cientistas analisaram um processo chamado metilação do DNA, que funciona como uma espécie de controle sobre a atividade dos genes, sem alterar a sequência do DNA. Cães de portes diferentes caminham lado a lado. Pexels Esse controle muda com a idade. No estudo, mais de 40% das regiões associadas ao LINE1 perderam metilação ao longo do envelhecimento, o que fez desse grupo um dos mais…
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