Por que alguns fungos brilham? Parque no interior de SP abriga espécies bioluminescentes; entenda
Destaques09/10/2026 às 10:11
]]> Fungos que brilham no escuro são atração em parque no interior de SP Em meio à escuridão da Mata Atlântica, pequenos pontos de luz chamam a atenção de quem participa de uma caminhada noturna no Parque Estadual Carlos Botelho, em São Miguel Arcanjo (SP). São os fungos bioluminescentes, organismos capazes de produzir uma luz esverdeada por meio de reações químicas. Segundo Nathália Zandomenegui, gestora do Parque Estadual Carlos Botelho pela Fundação Florestal, atualmente são conhecidas mais de 120 espécies de fungos bioluminescentes no mundo. Na unidade, porém, os levantamentos ainda estão em fase inicial e apontam a presença de exemplares dos gêneros Gerronema e Mycena. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp "Entre os registros já realizados estão Gerronema viridilucens, Mycena lucentipes, Mycena luxaeterna e Mycena sp. A expectativa é que novas espécies sejam registradas conforme os estudos avancem", relata. Conforme Nathália, os fungos estão associados principalmente a matéria vegetal em decomposição. No parque, já foram encontrados em folhas da serrapilheira, pequenos galhos, madeira e junto a palmeiras, inclusive em folhas caídas do palmito-juçara. Atividade permite observação de fungos bioluminescentes, espécies conhecidas como 'cogumelos fantasmas', que brilham com luz verde no escuro Parque Estadual Carlos Botelho/Divulgação Por que brilham? A luz produzida pelos fungos é resultado de uma reação bioquímica. De forma simplificada, o processo envolve moléculas e enzimas capazes de produzir a emissão de luz, fenômeno conhecido como bioluminescência. "A função dessa bioluminescência ainda é estudada, mas uma das principais hipóteses é que ela ajude a atrair diversos artrópodes, como besouros, moscas e formigas", comenta Nathália. O biólogo Danilo Trabuco do Amaral, formado pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), no câmpus de Sorocaba, participa de expedições noturnas para estudar esses organismos bioluminescentes. Ao g1, ele explica que, ao entrar em contato com o fungo, estes artrópodes, que são pequenos animais, transportam os esporos para outros pontos da floresta. "Você mantém os esporos ali, os insetos que estão em…
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