Polymarket e Kalshi: por que apostas sobre as eleições preocupam especialistas nos EUA?
Destaques01/11/2026 às 08:00
]]> Midterms - Eleitora preenche cédula de votação em Harrisburg, na Pensilvânia (EUA) REUTERS/Mike Segar As eleições legislativas dos Estados Unidos acontecem em um momento de expansão dos chamados mercados de previsão, plataformas nas quais os usuários podem apostar dinheiro em possíveis resultados de acontecimentos, incluindo disputas eleitorais. O uso dessas plataformas em eleições, porém, preocupa especialistas pelo risco de disseminação de informações falsas e de interpretações equivocadas sobre os resultados das urnas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Especialistas alertam que os percentuais exibidos nessas plataformas podem ser interpretados como resultados praticamente garantidos, embora representem apenas estimativas. Há também situações em que grupos políticos tentam influenciar essas probabilidades. Se o resultado das urnas for diferente do indicado pelos mercados de previsão, alguns eleitores podem interpretar essa divergência como indício de fraude, mesmo que ela não represente uma irregularidade. Agora no g1 Plataformas como Polymarket e Kalshi permitem que usuários negociem contratos cujo valor depende de resultados eleitorais. Apesar do crescimento desse mercado, pesquisas indicam que a maioria dos americanos é contrária à realização de apostas sobre eleições. 🚫 No Brasil, a oferta de contratos vinculados a resultados eleitorais está proibida desde maio de 2026. Uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) passou a impedir operações financeiras relacionadas a acontecimentos políticos e eleitorais, além de outros eventos sem ligação com indicadores econômicos e financeiros. A medida também levou ao bloqueio de plataformas como Polymarket e Kalshi no país. As probabilidades divulgadas pelas duas plataformas também passaram a aparecer na cobertura de grandes veículos de comunicação, ampliando a presença dos mercados de previsão no noticiário eleitoral. "Elas se tornaram cada vez mais parte de como os americanos entendem as eleições", diz Davina Hurt, diretora de ética governamental do Centro Markkula de Ética Aplicada da Universidade de Santa Clara. "Estamos chegando a um ponto em que as expectativas dos mercados…
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