Policial militar que matou jovens na Pavuna após confundir macaco hidráulico com arma é condenado a 30 anos
Rio de Janeiro01/10/2026 às 14:10
]]> O policial militar Carlos Fernando Dias Chaves foi condenado, nesta quarta-feira, a 30 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado, pelas mortes de Tiago Guimarães Dingo, de 24 anos, e Jorge Lucas Paes, de 17. Os dois passavam de moto pela Pavuna, na Zona Norte do Rio. O agente atirou após confundir o macaco hidráulico que Jorge transportava com um fuzil. Violência: Jovem é morta a tiros em tentativa de assalto em Duque de Caxias Ex-prefeita de Magé: MPRJ obtém condenação de Núbia Cozzolino a quase 37 anos de reclusão por fraudes em processos judiciais Pela morte de Thiago, o PM foi condenado a 16 anos. Já pela de Jorge, a pena foi de 14 anos. Foi decretada também a perda do cargo público de Chaves na Polícia Militar. "O acusado ocupa o cargo de policial militar, função estatal de extrema relevância para a manutenção da segurança pública. Em razão de sua formação e experiência profissional, ele foi especialmente treinado pelo estado para agir de forma técnica, pautada pelo uso progressivo da força e, acima de tudo, pelo estrito respeito à legalidade e à vida humana", afirmou a Lúcia Glioche na sentença. A magistrada destacou ainda que "ao optar conscientemente por praticar crimes dolosos contra a vida, (o PM) não apenas violou o ordenamento jurídico, mas descumpriu com o dever de exemplo que se espera de um integrante das forças de segurança, frustrando a expectativa que se tem sobre seu cargo que é a de proteger a vida humana e os demais bens que compõem a personalidade da pessoa". Lúcia Glioche afirmou ainda que "a condição de policial militar impõe um zelo superior pela ordem pública, de modo que o cometimento de delitos qualificados pela violência demonstra um absoluto desprezo pelas regras que o agente tinha o dever funcional de fazer cumprir. A permanência do réu nos quadros da administração pública revela-se incompatível com a gravidade dos fatos praticados”. O crime As mortes de Thiago e Jorge ocorreram em 29 de outubro de 2015. Então sargento do 41º BPM (Irajá), Chaves estava numa viatura, que fazia um patrulhamento e, quando a moto passou pelo automóvel,, abriu fogo. As vítimas foram atingidas pelas costas morreram no local. Após o crime, o PM…
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