Policiais acusados de vender armas e vazar informações para Peixão estão na mira de operação da PF e do MPRJ
Rio de Janeiro07/10/2026 às 10:45
]]> A Operação Magen, deflagrada na manhã desta quarta-feira pela Polícia Federal (PF) em conjunto com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), cumpre sete mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão para desarticular um grupo criminoso acusado de vender armas, vazar informações e lavar dinheiro para uma facção que atua no chamado Complexo de Israel, na Zona Norte do Rio. A região é dominada pelo Terceiro Comando Puro (TCP) e comandada por Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão. Um policial militar, três ex-PMs e dois ex-ocupantes de cargos na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) foram presos. Outros dois alvos são considerados foragidos. Tiroteio: Criminosos se escondem em escola após troca de tiros com a PM na Zona Sudoeste do Rio Antigos políticos ou parentes de parlamentares: Alerj tem a menor taxa de renovação desde 2018, mesmo envolvida em escândalos que levaram à prisão de deputados Agentes estão em endereços localizados em diversos bairros do Rio (Barra da Tijuca, Copacabana, Parada de Lucas e Vila da Penha), além dos municípios de Nova Iguaçu, Mesquita, Seropédica e Nilópolis, na Baixada Fluminense e Angra dos Reis, na Costa Verde. A investigação financeira feita pelo grupo especializado do Ministério Público identificou mais de R$ 250 milhões em movimentações de pessoas físicas e cinco empresas vinculadas ao grupo, tendo resultado no bloqueio de bens e valores. As investigações mostram ainda que o grupo recebia fuzis e equipamentos policiais como forma de comissão ou pagamento pelas transações. Os criminosos também contavam com a atuação de agentes da segurança pública, entre eles um policial civil e um policial militar da ativa, além de ex-policiais. Conforme as apurações da PF, esses servidores consultavam e repassavam aos líderes da quadrilha informações sigilosas sobre mandados de prisão em aberto, endereços, registros de veículos e alvos de ações policiais em andamento. Os dados de uso restrito eram explorados tanto para alertar comparsas e evitar a repressão policial quanto para conduzir investigações clandestinas voltadas à extorsão e à obtenção de lucros ilícitos. Investigação sobre Complexo de Israel A…
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