Polícia usa gás lacrimogêneo e entra em confronto com manifestantes em protestos contra o custo de vida na França
Destaques17/10/2026 às 12:33
]]> A polícia francesa usou gás lacrimogêneo e entrou em confronto com manifestantes em várias cidades da França neste sábado (17), durante uma onda de protestos contra o alto custo de vida e as condições dos serviços públicos. Os atos, que levaram milhares de pessoas às ruas, estão entre os mais violentos registrados no país nos últimos anos. Segundo as autoridades francesas, até o meio-dia foram contabilizadas 140 manifestações, com a participação de 32,8 mil pessoas, fora de Paris. O governo atribuiu os episódios de violência a grupos classificados como de "ultraesquerda". Os protestos começaram no mês passado em escolas de ensino médio de bairros pobres da periferia norte de Paris. Inicialmente, os estudantes reivindicavam mais professores e melhorias na infraestrutura das escolas. Com o passar das semanas, a mobilização ganhou força e passou a incorporar críticas à desigualdade social, aos gastos públicos e à queda do poder de compra da população. Confrontos em protestos em Paris O Ministério do Interior informou que episódios de violência foram registrados em diversas cidades, incluindo atos de vandalismo em Marselha e ataques contra policiais, profissionais da imprensa e prédios públicos. Em Paris, um forte esquema de segurança foi montado na região central, especialmente nas proximidades de pontos turísticos como a Avenida Champs-Élysées e o Arco do Triunfo. Os dois locais ficaram fora dos trajetos autorizados para as manifestações. Manifestantes vestidos com coletes de alta visibilidade bloquearam ruas, em cenas que remetem ao movimento dos "coletes amarelos", que marcou o mandato anterior do presidente Emmanuel Macron. Policiais passam por objetos em chamas durante protesto contra o alto custo de vida em Paris. Reuters Em Marselha, o prefeito afirmou que a sede da prefeitura foi vandalizada. Após conversas com o primeiro-ministro e o ministro do Interior, o governo decidiu enviar reforços policiais à cidade. "Estamos lutando porque o custo de vida está insuportável, porque o preço dos combustíveis está muito alto, porque estudantes do ensino médio estão sendo violentamente atacados e feridos em todo o país simplesmente por tentarem protestar e pedir…
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