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Polícia investiga suspeita de golpe na venda de cartas de consórcio contempladas no Vale do Paraíba

Mundo 05/11/2026 às 23:54
Polícia investiga suspeita de golpe na venda de cartas de consórcio contempladas no Vale do Paraíba
]]> Jacareí: consórcio é investigado por suspeita de estelionato A Polícia Civil investiga uma suspeita de golpe envolvendo a venda de cartas de consórcio contempladas no Vale do Paraíba. Ao menos 20 pessoas procuraram a delegacia de Jacareí para registrar ocorrências relacionadas ao caso. Também há registros em São José dos Campos e Santa Branca. Segundo as vítimas, os suspeitos ofereciam cartas de crédito contempladas e prometiam a liberação em até 60 dias úteis. Para fechar o negócio, porém, exigiam o pagamento antecipado de valores que chegavam a quase R$ 90 mil. Depois de receber o dinheiro, não entregavam as cartas prometidas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp A investigação apura se os envolvidos praticaram estelionato. Segundo o delegado Tiago Martins Rodrigues, do 1º Distrito Policial de Jacareí, que também atua na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da cidade, há pelo menos cinco pessoas envolvidas, sendo duas apontadas como principais. A suspeita é de que os envolvidos tenham aberto uma empresa formalmente, criado sites e começado a oferecer cartas de crédito contempladas. Os valores cobrados eram compatíveis com os praticados no mercado, o que ajudava a dar aparência de legitimidade às negociações. Vítima de suposto golpe relata que negociação para compra de carta de consórcio era feita pelo celular. Reprodução/TV Vanguarda A venda de cartas de consórcio contempladas é uma atividade permitida, desde que os créditos realmente existam e sejam entregues conforme o combinado. Neste caso, porém, há relatos de que as cartas oferecidas não existiam. "Se a gente conseguir identificar que eles sabiam que não iam conseguir entregar, que não existia essa carta contemplada e que estavam induzindo essas pessoas em erro, aí é crime de estelionato", explicou o delegado. Vítimas relatam prejuízos Uma das vítimas é Karina Souza Paula, escrevente. Ela conta que conheceu o esquema por meio de uma indicação do marido, já que um dos suspeitos era amigo dele desde a infância. O casal pretendia comprar um terreno para montar uma oficina. Karina negociou uma carta de crédito de R$ 350 mil. Para garantir o negócio, precisou…
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