Polícia investiga clínica por suspeita de realizar procedimentos invasivos com profissionais não habilitados; 'Desmaiei três vezes', diz paciente
Rio de Janeiro22/10/2026 às 10:55
]]> A Polícia Civil do Rio investiga uma clínica de estética localizada no Centro de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, por suspeita de realizar procedimento invasivos — incluindo intervenções com características de lipoaspiração — por profissionais sem a habilitação necessária. Buscas foram realizadas, nesta quinta-feira, no local e na casa da dona do espaço. Carro cruzou seis bairros: Homem morto em perseguição policial no Rio acumulava 27 passagens pela polícia 'Não aceito mais essa história de despreparo: Afirma coronel da PM sobre morte de secretário de Queimados na Avenida Brasil A delegada Kelly Goularte disse, em entrevista ao Bom Dia Rio, da TV Globo, que medicamentos foram apreendidos e também cânulas e uma máquina de sugar, o que indicaria a realização de lipoaspirações. O material foi encaminhado para perícia. A investigação da 52ª DP (Nova Iguaçu) começou em 5 de outubro de 2026, após policiais civis irem à clínica para apurar uma denúncia de irregularidades. Na ocasião, foram apreendidas 16 ampolas de Midazolam, medicamento controlado utilizado para sedação que tem a origem ainda sendo investigada. Mensagens no grupo de WhatsApp da clínica investigada Reprodução Durante a apuração policial, uma paciente relatou ter sido submetida a um procedimento anunciado como “hidrolifting”, mas que, segundo sua descrição, envolveu a introdução de uma cânula, aspiração de gordura abdominal e posterior aplicação dessa gordura nos glúteos. A paciente afirmou que recebeu medicamentos sedativos e disse ter desmaiou três vezes durante o procedimento, que teria sido realizado por uma profissional sem formação concluída. A mesma paciente também relatou complicações após outro procedimento estético, apresentando dores e nódulos na região glútea. Segundo a Polícia Civil, o exame de corpo de delito confirmou a existência de lesões corporais. Os policiais identificaram ainda publicações em redes sociais e mensagens em um grupo de WhatsApp da clínica, usado para divulgar procedimentos e promoções, nas quais clientes relatam dores intensas durante os atendimentos. Outro ponto investigado é a possível utilização indevida dos dados de um profissional apresentado como…
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