Polícia faz operação contra grupo suspeito de desviar armas para facções e movimentar mais de R$ 100 milhões
Rio de Janeiro28/09/2026 às 13:03
]]> A Polícia Civil realiza uma operação nesta segunda-feira contra um grupo suspeito de desviar armas e munições para organizações criminosas. Chamada de “Operação Mercador”, a ação mira suspeitos de atuar no comércio ilegal de armamentos, falsificação de documentos, fraudes na obtenção de registros de Colecionadores, Atiradores e Caçadores (CAC) e lavagem de dinheiro. Os agentes cumprem 56 mandados de prisão e de busca e apreensão contra pessoas ligadas aos investigados. No Rio de Janeiro, os agentes atuam na Barra da Tijuca, Niterói, São Gonçalo e São João de Meriti. Até o momento, quatro pessoas foram presas. Policial civil é suspeito: Investigação sobre celular roubado desarticula esquema de R$ 250 milhões do tráfico Em maternidade pública do Rio: Mãe diz que filha foi vítima de violência obstétrica As investigações apontaram que o grupo utilizava documentos falsos, laudos psicológicos fraudulentos, comprovantes de residência e vínculos de trabalho fictícios para obter documentos que permitissem o acesso a armas e munições. Segundo a polícia, eles contavam com intermediários que atuavam em procedimentos relacionados à obtenção de Certificados de Registro (CR) de Colecionadores, Atiradores e Caçadores (CAC). Após a aquisição formal dos armamentos, as armas eram desviadas para o mercado clandestino e chegavam às mãos de integrantes de organizações criminosas. O inquérito identificou armas obtidas por meio do esquema com criminosos do Bonde do Maluco (BDM) e do Comando Vermelho (CV). Entre as armas identificadas estão fuzis, carabinas e pistolas de diferentes calibres. A investigação também identificou que o grupo mantinha uma estrutura para movimentar o dinheiro obtido com a venda das armas. Segundo a polícia, as empresas relacionadas aos alvos apresentavam características incompatíveis com as atividades econômicas declaradas, além de alterações societárias e movimentações financeiras consideradas atípicas. Os agentes analisaram relatórios financeiros e constataram movimentações superiores a R$ 100 milhões. Principal alvo mora na Barra Um dos principais alvos da operação possui um endereço cadastrado em um condomínio residencial na Barra da Tijuca, na Zona…
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