Polícia Civil mira esquema que adulterava taxímetros para cobrar mais de passageiros no Galeão; bando é ligado ao tráfico
Rio de Janeiro08/10/2026 às 12:06
]]> Uma operação da Polícia Civil do Rio mira um esquema de adulteração de taxímetros, ligado ao tráfico de drogas, que tinha como alvo passageiros do Aeroporto Internacional do Galeão, na Ilha do Governador, Zona Norte da capital. A fraude acontecia por meio de um dispositivo eletrônico escondido atrás de um botão do porta-malas, utilizado para aumentar o valor das corridas. As equipes cumprem mandados de busca e apreensão em endereços nos bairros do Rocha e Piedade, na Zona Norte do Rio, no Centro e no próprio aeroporto. Dezenas de pessoas foram detidas e encaminhadas para prestar depoimento. Saiba quem são: Deputados veteranos que atravessaram décadas na Alerj enfrentam fim de ciclo e recomeços R$ 250 mulhões em movimentações: Um PM e 3 ex-PMs acusados de vender armas e vazar informações para Peixão são presos A investigação sobre os golpes começou após um passageiro que acabava de desembarcar ser abordado por um homem que se identificou como ligado ao serviço de táxi. Ele foi conduzido a um veículo e, durante o trajeto, notou um salto repentino no valor indicado no taxímetro. Ao chegar ao destino, havia pagado cerca de 50% a mais do que a tarifa regular. No decorrer das diligências, o veículo foi localizado e submetido a uma perícia. Os exames do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) identificaram uma pequena placa eletrônica conectada ao taxímetro e capaz de multiplicar os pulsos enviados pelo sensor do automóvel, fazendo com que a tarifa aumentasse. O dispositivo podia ser acionado discretamente pelo motorista e acrescentar, de uma só vez, cerca de 20% ao valor da corrida. O aprofundamento das investigações revelou que o mecanismo não seria utilizado de forma isolada por motoristas, mas faria parte de uma estrutura organizada. Documentos apreendidos indicaram que a instalação do dispositivo era exigida pela empresa responsável pela locação dos táxis e realizada em uma oficina indicada pelo próprio grupo. Há indícios de que a frota vinculada ao grupo alcance cerca de 200 veículos. Além disso, também é apurada a possibilidade de que o mecanismo já viesse instalado em modo automático antes mesmo da entrega do carro ao motorista locatário, o que…
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