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Piso paulista: com 60 anos de história, símbolo da cidade de SP corre risco de desaparecer

Destaques 01/11/2026 às 09:00
Piso paulista: com 60 anos de história, símbolo da cidade de SP corre risco de desaparecer
]]> Piso paulista vai desaparecer? Um dos símbolos mais conhecidos das calçadas de São Paulo completou 60 anos em abril, mas seu futuro é incerto. Criado pela artista Mirthes Bernardes, nome artístico de Mirtes dos Santos Pinto, o piso paulista reproduz o contorno do estado de São Paulo e se tornou parte da identidade visual da capital. Apesar de sua importância histórica, o desenho não é protegido por tombamento e não conta com um programa específico de preservação ou restauro. Segundo pesquisadores, a falta de incentivos e a substituição por materiais mais baratos colocam em risco a permanência do padrão nas ruas da cidade. Mirthes morreu em 2020, aos 86 anos, sem receber o reconhecimento público proporcional à popularidade de sua criação ou compensação financeira pelo uso do desenho. A 'Copacabana' paulistana Com 60 anos de história, piso paulista tem sobrevivência ameaçada Arquivo pessoal/Pablo Figueiredo A história do piso paulista começou durante a gestão do prefeito Brigadeiro José Vicente Faria Lima, que administrou São Paulo entre 1965 e 1969. A proposta era criar uma identidade visual própria para a cidade, inspirada em símbolos urbanos como o calçadão de Copacabana, no Rio de Janeiro, e as colunas de Brasília. Segundo Pablo Figueiredo, mestre em Design pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design da Universidade de São Paulo (FAU-USP), a escolha das calçadas como elemento de identidade fazia parte de um projeto de modernização da imagem da capital. Em meio à histórica rivalidade entre São Paulo e Rio de Janeiro, a iniciativa chegou a ser apresentada como uma resposta paulista ao famoso calçadão de Copacabana. "Desde as primeiras manifestações do prefeito Faria Lima, o calçadão foi citado como referência", afirma o pesquisador. A comparação, porém, revela uma diferença importante na forma como as duas cidades preservaram esses símbolos. Enquanto o calçamento de Copacabana, redesenhado pelo paisagista Roberto Burle Marx, recebeu proteção patrimonial, o piso paulista permanece sem tombamento. Da pedra portuguesa ao ladrilho hidráulico Ao longo de seis décadas, o piso passou por transformações. Originalmente produzido com pedras portuguesas, o…
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