PF aponta que Willer Tomaz pagou para retirar do ar notícias que citavam relação com Flávio Bolsonaro
Destaques21/10/2026 às 01:44
]]> Willer pagou para remover links sobe ele e Flávio Bolsonaro Mensagens e documentos apreendidos pela Polícia Federal (PF) indicam que o advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), fez pagamentos para retirar da internet reportagens que o relacionavam ao parlamentar, que é candidato à Presidência. Willer e Flávio são investigados em um inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de lavagem de dinheiro. O caso está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. Segundo relatório da investigação, a PF encontrou no celular de Willer mensagens enviadas por um serviço que oferece a remoção de conteúdos negativos da internet. O caso foi revelado pelo jornal O Globo e confirmado pela TV Globo. O número registrado no contato pertence à empresa "Seu Nome Novo de Novo", que afirma atuar na proteção da "reputação digital com estratégias para remoção e desindexação de notícias, processos, imagens, vídeos e links que impactam o seu nome na internet", segundo o site da empresa. Uma planilha encontrada no material reúne 12 links de reportagens sobre Willer e indica que os conteúdos foram removidos pela empresa. Entre o material removido estão reportagens consideradas "prejudiciais à imagem de Willer Tomaz na internet", algumas das quais mencionavam o advogado e Flávio Bolsonaro. Planilha e mensagens mostram conteúdo que teria sido removido a pedido de Willer Tomaz Reprodução Segundo a PF, os elementos analisados indicam que o advogado teria contratado e pago um terceiro para retirar ou desindexar esses conteúdos dos resultados de busca do Google. Entre as notícias listadas na planilha estavam uma reportagem sobre uma disputa envolvendo uma mansão milionária que citava Willer como amigo do filho de Bolsonaro e outra sobre Flávio Bolsonaro, cassinos e operadoras em Las Vegas. O material não está mais disponível. As mensagens analisadas pela PF foram enviadas em outubro de 2025. Nelas, o perfil da empresa informou que cobraria R$ 1 mil pela remoção de cada link, o que totalizaria R$ 12 mil. "Entre esse material, foram identificadas imagens relacionadas a investigações pretéritas, reportagens e conteúdos potencialmente prejudiciais à sua…
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