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Pesquisadores da Unicamp criam curativo líquido biodegradável a partir da cana-de-açúcar para substituir ataduras e reduzir resíduos

Destaques 16/10/2026 às 08:30
Pesquisadores da Unicamp criam curativo líquido biodegradável a partir da cana-de-açúcar para substituir ataduras e reduzir resíduos
]]> Cana-de-açúcar vira curativo líquido em pesquisa da Unicamp. Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveram um curativo líquido que forma uma película transparente sobre feridas e é absorvida pelo organismo durante o processo de recuperação. O produto consiste em uma solução atóxica e biodegradável criada a partir da cana-de-açúcar, e é capaz de substituir gazes, ataduras e outros curativos tradicionais. A aplicação é feita diretamente sobre a pele por spray ou por um dispositivo portátil. Segundo os pesquisadores, estudos pré-clínicos indicam que o curativo pode reduzir pela metade o tempo de cicatrização em comparação aos métodos convencionais. ✅ Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp A tecnologia foi concebida para uso em saúde humana e animal. Segundo os pesquisadores, ela pode representar uma alternativa em situações nas quais métodos convencionais apresentam dificuldades de adesão ou manutenção, e tem potencial para aplicação em dermocosméticos, revestimento de implantes e próteses e sistemas de liberação controlada de medicamentos. Os estudos pré-clínicos foram realizados em parceria com a Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ), e a próxima etapa envolve os procedimentos regulatórios necessários para testes em pacientes. O curativo líquido tem pedido de patente depositado junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), com titularidade compartilhada entre a Dermbio Biotech, empresa-filha da Unicamp, e a universidade. Da cana-de-açúcar ao curativo O desenvolvimento da tecnologia começou com pesquisas voltadas ao aproveitamento da cana-de-açúcar para a produção de materiais de uso médico. Segundo o professor Rubens Maciel Filho, coordenador da pesquisa, o grupo utilizou processos de fermentação para transformar o açúcar em ácido lático, substância compatível com o organismo humano. Segundo os pesquisadores, um mililitro da solução inserida em uma caneta aplicadora pode render centenas de aplicações, e estudos pré-clínicos indicaram diminuição de 50% no tempo de cicatrização. A equipe que criou o curativo é formada por Rubens Maciel Filho, André Luiz Jardini Munhoz, Maria Ingrid Rocha Barbosa Schiavon e…
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