Perda de filhote e busca por 'lugar seguro': a história por trás do elefante-marinho flagrado bocejando em praia de SC
Destaques09/10/2026 às 07:00
]]> Elefante-marinho é flagrado bocejando e coçando a cabeça praia de sc - A fêmea de elefante-marinho-do-sul vista bocejando e coçando a cabeça em uma praia de São Francisco do Sul, no Norte de Santa Catarina, é o mesmo animal que perdeu um filhote em Jaguaruna, no Sul do estado, no fim do mês passado. A conclusão, baseada em marcas no corpo do indivíduo, foi divulgada pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). Essas informações ajudam a contar a trajetória da passagem do animal pelo estado. A distância entre Jaguaruna e São Francisco do Sul é de cerca de 320 quilômetros. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp O elefante-marinho foi visto pela primeira vez em 25 de setembro em Jaguaruna. No dia seguinte, já estava com o filhote. As fêmeas da espécie acumulam reservas para poderem ficar sem se alimentar enquanto amamentam os filhotes. Elefante-marinho em São Francisco do Sul PMP Univille/Divulgação Portanto, o animal que foi visto tinha como permanecer um tempo descansando no estado, explicou a coordenadora do PMP-BS do trecho que inclui São Francisco do Sul, Jenyffer Vierheller Vieira. “Neste momento, esta fêmea deveria estar amamentando, ela estava preparada para esse período. Infelizmente o filhote veio a óbito, portanto, ela tem muita reserva energética se quiser ficar descansando aqui por um tempo. A questão é ela encontrar um local onde se sinta segura, que geralmente são praias mais isoladas ou pouco urbanizadas”, disse a coordenadora. A fêmea foi vista pela última vez na quarta-feira (7) na praia de Ubatuba, em São Francisco do Sul. Em SC, animal foi visto em dois municípios Em 25 de setembro, a fêmea é vista em Jaguaruna. No dia seguinte, o filhote nasce na praia. 🏖️ O nascimento foi considerado raro no litoral do estado, segundo a professora Morgana Gaidzinski, coordenadora do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Pelotas (PMP). "Esses animais costumam se reproduzir somente em colônias na Patagônia Argentina. É um fato para nós, vamos dizer assim, histórico. É muito relevante para o nosso Litoral. Um presente realmente que a gente ganhou para poder ver in loco essa interação tão bonita entre mãe e filhote",…
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