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Patativa-tropeira é ave migratória que percorre mais de 3 mil km por ano em busca da sobrevivência

Destaques 26/09/2026 às 17:57
Patativa-tropeira é ave migratória que percorre mais de 3 mil km por ano em busca da sobrevivência
]]> Conheça a Patativa-tropeira; ave ‘viajante’ rara com nome conectado à história do Brasil De porte pequeno e coloração discreta, a patativa-tropeira (Sporophila beltoni) é uma das aves consideradas ainda hoje misteriosas para a ciência. Por muitos anos ela foi vista como uma subespécie da patativa comum (Sporophila plumbea). O reconhecimento como espécie plena ocorreu recentemente, há 13 anos, após o trabalho de pesquisa de ornitólogos como o Marcio Repenning (veja o vídeo acima). 📱 Acompanhe o Terra da Gente também no Instagram Relatos antigos de naturalistas apontavam algumas diferenças entre essas duas aves, como: a tropeira é um pouco maior do que a prima que mede aproximadamente 11 cm, e o macho dela possui uma marca forte e evidente única: o bico amarelo, como um grão de milho. Mas tais características não comprovavam de fato que era aves distintas. "Se a gente analisar a literatura de ornitologia é possível encontrar menções sobre as patativas-tropeiras, sobre a coloração do bico, principalmente de indivíduos mais ao sul. Mas na época eles não conseguiam atribuir muito essa questão, não sabiam se poderia ser uma variação de idade, ou variação individual, até mesmo um polimorfismo e aí existia uma confusão sobre isso", comenta Marcio. Veja mais notícias do Terra da Gente, no g1: ACHADO: Nova espécie de pinguim ficou 'escondida' por mais de 100 anos FOTOS: Observador descobre ponto de parada de aves migratórias em Araras (SP) IMPACTO: Toneladas de sargaço encalham no Brasil e afetam pesca e turismo, aponta estudo As primeiras observações que saltaram aos olhos do pesquisador, foi perceber que no período reprodutivo as espécies de bico amarelo ocupavam um espaço diferente das de bico preto. "As duas gostam de ambiente arbustivo, com capim alto, mas a gente via que a patativa-tropeira preferia um tipo de ambiente, também associado a lugares mais quentes e mais baixos. Já as patativas comuns, as de bico preto, preferiam locais mais altos, e aí vimos que elas se separavam em lugares de zona de contato", explica. A descrição da espécie para a ciência foi um passo importante para os pesquisadores continuarem os estudos sobre ela. Afinal, existiam muitas…
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