Paris e outrs cidades na França decretam toque de recolher em meio a onda de protestos que já dura um mês
Destaques19/10/2026 às 16:09
]]> França autoriza toque de recolher depois de protestos violentos Várias cidades na França, incluindo a capital Paris, determinaram um toques de recolher nesta segunda-feira (19) para tentar evitar novos protestos violentos e confrontos entre manifestantes e policiais, como os do fim de semana no país. Na cidade de Paris, a circulação está proibida na Place de la République e nas ruas ao redor do bairro de Les Halles das 22h desta segunda às 6h da próxima terça (20), no horário local (17h de segunda às 1h de terça, no horário de Brasília). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Autoridades de Lille, Douai, Wattignies e Denais, no noroeste francês, também anunciaram que vão aplicar o toque de recolher.. Os cidadãos não poderão circular pelas ruas entre as 20h00 (15h00 no horário de Brasília) e as 06h00 (01h00 no horário de Brasília) durante as próximas duas noites, por decisão das prefeituras locais. Mais cedo, o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, havia solicitado a prefeitos de cidades com manifestações que decretem toques de recolher por conta dos protestos. ➡️ A França vem enfrentando nas últimas semanas uma onda de manifestações e distúrbios que começou a partir protestos estudantis e ganhou apoio de sindicatos e de manifestantes contra a alta no custo de vida e no preço dos combustíveis. Nos últimos dias, os atos ficaram mais violentos, e alguns têm terminado em saques a pequenos comércios e prédios incendiados. No sábado, 2.400 pessoas foram detidas. A onda inicial de protestos começou em setembro em escolas de ensino médio nos subúrbios pobres ao norte de Paris e focava na indignação com a ausência de professores e nas instalações precárias das escolas. Rapidamente, as manifestações se transforaram em um movimento nacional contra a desigualdade, a insuficiência de gastos públicos e a queda na qualidade dos serviços. Os protestos ocorrem no momento em que o presidente Emmanuel Macron entra na reta final de seu mandato, deixando para trás um eleitorado polarizado e um cenário político interno fragmentado. LEIA TAMBÉM Uma geração em protesto: 'gen Z' usa redes sociais para tomar as ruas ao redor do mundo VÍDEOS mostram…
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